O empresário Blairo Maggi, uma das maiores lideranças do agronegócio brasileiro, assinou, no domingo (31), a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito", um texto suprapartidário que começou a circular na última terça-feira (26) e já conta com mais de 500 mil assinaturas.
Sem citar partidos ou políticos, o manifesto defende as urnas eletrônicas e sustenta que o resultado das eleições deve ser respeitado.
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Maggi, que está m Londres desde a semana passada, disse que hoje apenas fez sua assinatura pessoal, pois suas empresas já são signatárias do manifesto.
A Amaggi – maior de empresa de Mato Grosso e que pertence à família de Blairo – faz parte da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), que é uma das associações que assinaram o documento que foi articulado na Faculdade de Direito da USP.
“Este assunto foi discutido no Conselho da Abiove e foi unanimidade a decisão pela assinatura”, disse Maggi que é presidente do Conselho de Administração da Abiove.
Já a AL5, banco da família Maggi, também assinou o documento através da poderosa Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Na decisão da associação dos bancos, apenas a Caixa e o Banco do Brasil foram contrários a assinatura da Carta.
Blairo Maggi é ex-governador de Mato Grosso (2003-2010), ex-senador da República (2011-2016) e ex-ministro da Agricultura (2016-2018).
Afastado da política desde 2018, Maggi não anunciou apoio público a nenhuma candidatura à presidente.
Porém, a imprensa nacional insiste que ele avalizou a aproximação do senador Carlos Fávaro (PSD) e o deputado Neri Geller (PP) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem é amigo particular.
Em Mato Grosso, Maggi que é filiado ao PP, já anunciou que vai apoiar à reeleição do governador Mauro Mendes (União Brasil), que apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL).




