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POLÍCIA
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008, 21h:11

CASO CALCÁRIO

Viúva é próxima a ser ouvida pela polícia sobre homicídio

A viúva do empresário do ramo do calcário José Carlos Guimarães, 67, assassinado na semana passada em Várzea Grande deverá ser ouvida nos próximos dias pelo delegado Márcio Pieroni. Ele quer saber se ela era constantemente agredida pelo marido como afirmou o filho dela, o agropecuarista Carlos Renato Gonçalves Guimarães, o “Tato”, que confessou ter mandado matar o próprio pai. “Ele (Carlos Renato) alegou que o pai maltratava a mãe e esse foi um dos motivos de ter mandado matar o pai, conforme confissão do mesmo”, explicou o delegado. Pieroni acrescentou que, além da viúva, deverá ouvir uma funcionária da empresa. A respeito dessa última testemunha, ela deverá esclarecer alguns detalhes em relação à fazenda. “Queremos esclarecer algumas particularidades da propriedade rural”, frisou. Além de Carlos Renato, estão presos Wedson Rodrigues Feitosa, o “Tampa”, de 35, Alex Sandro Alves Moreira, o “Tube”, de 25, que foram localizar os pistoleiros, além de Jonatan Soares de Souza, de 23, que indicou o pistoleiro, e Wiliam Morais da Silva, de 18, que atirou no empresário. O sexto integrante do bando, Marcos Pacheco Galeano, o “Marquinhos”, de 23, está foragido. Todos estão com a prisão temporária decretada por 30 dias. Carlos Renato alegou que era desafeto do pai, porque ele maltrataria a mãe, e era esquecido dentro da família. Para a polícia, o motivo seria ambição – queria ficar com a fortuna do pai, cuja empresa principal, a Reical Indústria e Comércio de Calcário, fatura cerca de R$ 13 milhões anualmente. Como era sempre preterido, resolveu arquitetar um plano para executar o próprio pai. Para colocá-lo em prática, contratou cinco pessoas, tendo que desembolsar R$ 12 mil em dinheiro, além de 20 cabeças de gado. Parte do dinheiro prometido não foi pago e um dos pistoleiros denunciou o bando à polícia. Mas Wedson, “sócio” da empreitada criminosa, afirmou que o motivo foi outro. Carlos Renato havia desviado dezenas de cabeça de gado e extraído madeira ilegal na fazenda do empresário, na região de São José do Rio Claro. Com medo de o pai descobrir, resolveu matá-lo. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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