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POLÍCIA
Quarta-feira, 02 de Maio de 2007, 22h:00

Violência atinge recorde no primeiro quadrimestre do ano

Com o assassinato do mototaxista Ronielton da Silva Zampieri, de 25 anos, os órgãos de segurança registraram 101 assassinatos na Grande Cuiabá este ano. Esse número é cerca de 25% superior ao mesmo período do ano passado, que terminou com 81 execuções. O mês de abril fechou com 19 execuções, uma a mais que o mesmo mês de 2006. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), não existe uma explicação plausível para um aumento nesse patamar. Os policiais lembram que a maior parte dos assassinatos foi solucionada, uma forma de mostrar que não existe impunidade. “De janeiro a março deste ano, esclarecemos todos os assassinatos, tivemos um aproveitamento de 100%, graças a essas equipes de excelentes investigadores que temos”, destacou o delegado Márcio Pieroni, titular da DHPP. Conforme levantamento realizado pela DHPP, a maior parte dos assassinatos está ligada a acertos de contas envolvendo tráfico de drogas, brigas em bares em fins de semana e também a crimes passionais (envolvidos em paixão). “Não existe uma causa única que explique os assassinatos”, explicou a chefe de Operações, policial civil Aparecida Behmer. Ela lembrou que acabaram os crimes de pistolagem – uma prática comum até setembro de 2002, com a execução do empresário Sávio Brandão. De lá para cá, o número de assassinatos não diminuiu, embora as execuções praticadas por pistoleiros hoje sejam raras. A chefe de Operações não soube precisar o número de crimes passionais esclarecidos este ano, mas disse ser alto e passa a ser preocupante. “São crimes que não há como evitar porque a pessoa está disposta a matar de qualquer forma. E é um crime fácil de esclarecer, porque o autor deixa muitas pistas”. O último fim de semana contribuiu para que abril fechasse com quase 20 execuções, mas no entendimento de policiais da DHPP, o que pesou mesmo foi o mês de janeiro, com 40 execuções, sendo a maior parte em Cuiabá e cujas vítimas foram assassinadas a tiros. Janeiro deste ano foi o mais violento dos últimos cinco anos. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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