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POLÍCIA
Terça-feira, 24 de Julho de 2012, 20h:59

FACILIDADE

Traficantes aceitam cartão de crédito e débito em Cuiabá

Polícia Militar apreendeu 12 quilos de maconha em tabletes e o dono da droga, conhecido como Japão, conseguiu fugir

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Traficantes aceitavam cartões de crédito e débito no bairro Santa Isabel em Cuiabá. Na boca-de-fumo do Japão, policiais militares descobriram uma máquina, que era utilizada na venda da droga, além de 12 quilos de maconha em barras – uma forma diferenciada de tablete, que estava em cima de uma mesa, instalada nos fundos do imóvel. Os PMs prenderam a esposa do traficante, a vendedora de perfumes Keziane Franciele Ravendutti, de 29 anos, que foi autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. A prisão ocorreu segunda-feira (23). Segundo os policiais, ao lado da máquina de cartão, havia 10 extratos de pagamentos, mas não informaram o valor de cada. “É uma boca-de-fumo moderna porque está aceita pagamento até no cartão. Acho que é a primeira do ramo”, observou um policial. Ele não soube informar se a boca-de-fumo, que funcionava na Rua Alan Kardet, parcelava em duas ou mais vezes. Conforme os policiais, eles receberam uma denúncia sobre a movimentada boca-de-fumo. Ao chegar ao local indicado, viram o traficante Japão, que correu para os fundos da casa. Ao passar na sala, os PMs cruzaram com a esposa dele que tentou fugir, mas foi detida. “Chegamos a cozinha e nos deparamos com as barras de maconha enfileiradas na mesa, além de uma balança de precisão e a máquina de cartão”, explicou um dos policiais. No Plantão Metropolitano da Capital, a vendedora de perfumes confirmou que a droga é do marido. Lembrou que trabalharam no Japão, onde conseguiram um bom dinheiro. De lá retornaram para Cuiabá para montar uma Lan House. Ela acrescentou que há cerca de dois anos o marido começou a traficar e não entendeu o motivo. “A gente vivia muito bem. De uma hora para outra, surgiu a droga. Não sei o motivo”, relatou. A esposa do traficante disse não saber quanto ele comercializava em relação a volume e também há quanto tempo estava aceitando o pagamento em débito ou crédito. Com a identificação do traficante, a delegada Alana Cardoso, da Delegacia de Repressão a Entorpecente deverá pedir a prisão preventiva do acusado.

Edição EDIÇÃO 16967




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