A falta de unidades para abrigar presos do regime semi-aberto que trabalham durante o dia e dormem nos albergues penitenciários à noite é motivo constante de duras críticas ao Sistema Prisional de Mato Grosso. Em novembro, durante a visita do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o assunto veio à baila diante da falta de estrutura que impressionou um representante do órgão nas visitas às unidades prisionais mato-grossenses. Hoje, os presos (de Mato Grosso) passam do regime fechado para o aberto. Isso tem um reflexo na segurança das pessoas, frisou o conselheiro do CNMP, Mário Luiz Bosaglia, se referindo ao sistema local. Falta comprometimento das autoridades em empenhar recursos e construir unidades, acrescentou. Hoje, as duas únicas unidades que cumprem o papel, as casas do albergado de Cuiabá, no bairro Morada do Ouro, e de Várzea Grande, no Jardim Glória I, disponibilizam um total de 180 vagas, sendo 120 para homens e o restante para mulheres. O número atende apenas a 18% do total de presos que devem ser reposicionados no regime até o final do mutirão do Conselho Nacional de Justiça, em 17 de dezembro. Enquanto apresentava o plano para incrementar o Sistema Prisional de Mato Grosso, no final de novembro, ao CNJ, o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, garantiu que a ampliação de vagas no semi-aberto era uma das metas. Assumimos o compromisso com o CNJ de transformar o Centro de Ressocialização (antigo presídio Carumbé) em unidade semi-aberta, afiançou. Também estão previstas unidades em Rondonópolis, Sinop, Água Boa e Cáceres.