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POLÍCIA
Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009, 08h:41

BOA ESPERANÇA

Secretária leva tiro no rosto em assalto

Em mais uma abordagem criminosa no portão de casa, Cláudia Pinto acabou atingida por disparo após ser roubada, e mesmo sem reagir à ação

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A secretária Cláudia Lucimar Clemente Pinto, de 34 anos, foi baleada na boca após ser assaltada em sua própria casa, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Ela está internada em estado grave no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC). Ela foi abordada por dois ladrões após chegar em casa de carro. Eles aparentavam ser adolescentes. Rendida ainda no carro, teve que entregar a bolsa com dinheiro e pertences. Na fuga, um dos bandidos atirou e a atingiu. O assalto seguido de tentativa de assassinato ocorreu anteontem, por volta das 20 horas. Segundo uma amiga que a acompanhou ao PSC, Cláudia chegava em casa com pacotes de supermercado. A amiga estava no carro com ela e, assim que pararam na garagem, os assaltantes – aparentando ter entre 15 e 16 anos – bateram com um cano de revólver no vidro. A secretária, então, entregou a bolsa, mas acabou baleada. Os bandidos teriam fugido num Fiesta vermelho onde possivelmente um cúmplice os esperava. Em seguida, fugiram em alta velocidade. A amiga acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que levou a secretária até o PSC. Ontem de manhã, seu estado era considerado estável. Para policiais da Delegacia do Complexo do Verdão, o esquema usado pelos ladrões é o mais comum, uma vez que esperavam a vítima chegar ou sair da casa. O que chamou a atenção foi o fato de o assaltante ter atirado na vítima, já que não houve reação. O assalto ilustra a situação em que vivem os moradores de classe média da Capital, pois é registrada uma média de três casos – entre assaltos e furtos – por dia. Na circunscrição da Delegacia do Verdão, são investigados mais de 500 assaltos a casas de classe média, ocorridos do ano passado para cá. No caso de furtos, os bandidos passam de automóvel antes verificando as residências cujos moradores estão viajando. A partir daí, traçam o plano de praticar o arrombamento. Em alguns casos, fazem a verdadeira mudança da casa. “Ao contrário do roubo, o furto é mais difícil esclarecer, pois não há testemunhas. Em relação aos assaltos, os criminosos são reconhecidos pelas vítimas”, explicou o chefe de operações, policial civil Jesse Jammes Figueiredo. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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