POLÍCIA
Terça-feira, 02 de Julho de 2013, 19h:42
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DADOS DE JUNHO
Rondonópolis teve mais mortes que Cuiabá
No mês passado, a cidade do interior teve 18 assassinatos, enquanto a Capital teve 10 e Várzea Grande 14, o que chama a atenção da Segurança Pública
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Com 18 assassinatos em junho, a cidade de Rondonópolis (a 210 quilômetros da Capital) foi a mais violenta do Estado, passando Várzea Grande que teve 14 execuções e até mesmo a Capital, que fechou o período com apenas 10 assassinatos. O número é alto se levado em conta que em todo o primeiro semestre do ano passado, foram 25 execuções, segundo dados da Polícia Civil. Foram 48 execuções neste semestre. A explosão da violência em Rondonópolis preocupa as autoridades da área da Segurança Pública e já são planejadas ações emergenciais para diminuir o número de homicídios e principalmente latrocínios (roubo seguido de morte). Levando em conta que a população de Rondonópolis é menor que Cuiabá e também Várzea Grande, a violência também foi maior proporcionalmente. Um levantamento realizado pela Polícia Militar aponta que a maior parte dos assassinatos está relacionada com entorpecentes. Em alguns casos, quando a vítima não era usuário, tinha um traficante como autor ou mandante. Os policiais lembraram que na maior parte dos homicídios sempre aparecem dois ocupantes de uma motocicleta que chega atirando pelas costas. Conforme os PMs, muitas das vítimas tinham antecedente ou eram ex-presidiário que saíram recentemente de alguma unidade prisional. O último assassinato do mês, no entanto, mostra que a violência gratuita também faz parte da estatística. No domingo à noite, o jovem Celso Ferreira, de 21 anos, foi executado a tiros na avenida Lions Internacional, em Rondonópolis. Ele foi morto a tiros quando comemorava a vitória do Brasil na Copa das Confederações. Pessoas que estavam no local, que é um ponto de encontro entre jovens, disseram que um adolescente chegou atirando. Celso morreu no local. Em casos de latrocínio, muitas vezes o assaltante saiu recentemente da Cadeia e praticou o roubo para sustentar o vício. Foi o caso do jovem que assassinou uma mulher de 72 anos. O suspeito disse que estava sob efeito de entorpecente quando praticou o crime. CAPITAL - Vinte e sete vidas foram poupadas no primeiro semestre deste ano na Capital, em comparação ao mesmo período de 2012. Para o comandante regional de Cuiabá (CR I), coronel Jadir Metello da Costa, a queda no índice de homicídio é parte do trabalho estratégico adotado pela Polícia Militar, que tem como base a análise dos índices criminais de todos os bairros da cidade. Além do homicídio, nesse mesmo período também foram reduzidos, os índices de roubo (-15%) e furto (-11%). Segundo o coronel Costa, em Cuiabá, esse trabalho é feito por 1,5 mil policiais, que recebem o reforço de aproximadamente 350 profissionais, em determinadas ações. Com esse efetivo, explica Costa, é possível desencadear diversas operações constantes, com foco na prevenção e repressão aos crimes. Dentre as operações, cita Costa, estão Bom dia cidadão, Start e Carga Máxima, sendo essa última com o emprego total da tropa. ( Com informações da Assessoria)