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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 05 de Maio de 2007, 13h:01

Reaberturas não desvendam assassinato

O Caso Christiane, como ficou conhecido o assassinato da estudante de fisioterapia Christiane Augusta de Moraes Corrêa, morta e estuprada no dia 9 de dezembro de 1992, foi reaberto inúmeras vezes. Numa delas, em setembro de 1997, o promotor Edmilson da Costa Pereira tinha um trunfo. Seria o exame do material recolhido das partes íntimas da estudante, no dia em que seu corpo foi encontrado sem vida no terreno baldio. A lâmina estava guardada nos autos do processo desde o início das investigações. Para a polícia, a identificação de outro material genético na lâmina além do da vítima é a chamada “prova técnica” que caracteriza a materialidade do crime. Em julho de 1998, o resultado recebido da Polícia Técnica de Brasília foi negativo - não havia nenhum material para análise na lâmina. Com isso, as investigações voltaram à estaca zero. A última reabertura ocorreu em agosto de 2000. Na ocasião, o promotor João Augusto Gadelha foi procurado pelo pai da estudante, Monsueto Corrêa, que pediu a continuidade das investigações. As investigações do crime, no entanto, estão encerradas com o pedido de arquivamento. O argumento do Ministério Público é que ocorreu a prescrição do crime em relação ao principal investigado, o ex-namorado da vítima. (AR)

Edição EDIÇÃO 16964




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