POLÍCIA
Terça-feira, 24 de Abril de 2012, 20h:31
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Rapaz carregava 60 quilos do tipo mais puro de cocaína
JARDEL PATRÍCIO ARRUDA
Da Reportagem
Um homem foi preso em Mato Grosso em flagrante quando transportava 60 quilos de cloridrato de cocaína, o tipo mais puro dessa droga. A prisão ocorreu no início da manhã de ontem, na BR-070, nas proximidades do município de Poconé. Rodrigo Gonçalo, 28, transportava a droga desde Pontes de Lacerda em um fundo falso da caminhonete que dirigia. De acordo com o depoimento que prestou à Polícia Rodoviária Federal (PRF), a cocaína seria distribuída em Cuiabá. Ele e a droga foram encaminhados à Polícia Federal. O cloridrato de cocaína é o sal de cocaína. Apresenta, em geral, 90% de pureza, sendo o tipo mais valioso desta droga, procurado, em geral, por pessoas de classes sociais elevadas. Os sessenta quilos foram avaliados pela PRF em aproximadamente R$ 500 mil. Está (o cloridrato de cocaína) é a matéria-prima da cocaína e seus derivados, a pasta-base e o crack. Ele é o mais puro de todos e, em valor de mercado, o mais caro. A partir das suas extrações é feita a pasta-base, por exemplo, explicou o professor Carlos Tamizoto, professor da Faculdade de Química da UFMT. Solúvel em água, o cloridrato de cocaína pode ser dissolvido em água e consumido através de injeções intravenosas. Dessa forma, o efeito aparece mais rápido e de forma mais intensa, embora por um período menor de tempo do que quando é consumido por via nasal. Este é o mesmo tipo de cocaína que ficou famoso pela grife Nelore Puro, citada no livro Meu Nome Não É Johny, de Guilherme Fiúza, e pode ter chegado até aqui pelas mesmas facilidades citadas no livro. O livro conta a história real de João Guilherme Estrella, um jovem bem nascido que se tornou um barão do tráfico no Rio de Janeiro no fim da década de 1980 e início da de 1990. Ele fazia parte da chamada conexão Nelore, sendo um dos mais importantes distribuidores do esquema. O cloridrato de cocaína traficado por ele no Rio de Janeiro a partir de um laboratório que ficava em Rondonópolis, devido à proximidade com a Bolívia e à falta de controle sobre a fronteira.