O inquérito policial que deu origem à operação foi iniciado em 2013, por meio de informações de inteligência coletadas durante a Operação Sentinela, do Ministério da Justiça, que identificou um grupo criminoso com características de organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas atuando no município de Pontes e Lacerda-MT e circunvizinhanças. O nome que a PF não cita era responsável por frequentes carregamentos de cocaína oriunda da Bolívia para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Goiás, Pará, Maranhão e Europa. Também foi apurado que a organização criminosa é fortemente estruturada e hierarquizada, com liderança firme e divisão de tarefas, incluindo a participação de casas de câmbio para a compra de dólares utilizados na negociação e a adoção de práticas violentas para aterrorizar inimigos e moradores da região de fronteira. Além disso, o grupo possui ligações políticas que culminaram na utilização de empresas fantasmas e contratos com órgãos públicos municipais para lavar o dinheiro obtido com o tráfico. O nome da operação remete a um conceito grego que pode ser traduzido como tudo que passa da medida, descomedimento e que atualmente alude a uma confiança excessiva, um orgulho exagerado, presunção, arrogância ou insolência, que com frequência termina sendo punida. (RR)