O promotor criminal Marcos Machado disse ontem que o chamado tráfico formiguinha aquele que é apreendido com traficantes presos com pouca quantidade de drogas vem crescendo de forma assustadora. Para Machado, esse tipo de tráfico está acabando com as famílias, pois os adolescentes e jovens migram rapidamente da posição de usuários para a de traficantes e, quando se tornam viciados, passam a furtar objetos da própria casa. Daí, para o furto em casas de vizinhos e roubos para sustentar o vício, é um passo. O promotor, que é titular da 9ª Vara Especializada em Delitos de Tóxicos da Capital, avaliou que uma das soluções para combater efetivamente o tráfico é a reativação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Capital, com jurisdição sobre Várzea Grande. Em discurso no Comando Geral da Polícia Militar na manhã de ontem, durante a assinatura de cooperação técnica para evitar propaganda eleitoral extemporânea, o promotor lembrou que os Centros Integrados de Segurança e Cidadania (Ciscs), que passaram a desempenhar o papel da DRE, não conseguiram substituí-la à altura. É claro que os Ciscs têm seus méritos por estarem mais próximos da comunidade, mas em relação ao combate ao tráfico de drogas não produziram os efeitos desejados, observou. Policiais dos Ciscs adiantam que o problema é estrutural não existe um efetivo suficiente para trabalhar exclusivamente para reprimir o tráfico. A diretora de Polícia Metropolitana, Vera Rotilde, informou que a Polícia Civil está tomando todas as providências necessárias para colocá-la em funcionamento. Acreditamos que em dois meses estaremos com a DRE estruturada e pronta para entrar em ação, explicou. Inicialmente, a Delegacia deverá funcionar no prédio do antigo PROCON, na Avenida Rubens de Mendonça, próximo à Clínica Femina. Ela dividirá o prédio com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que deverá sair em breve da Rua Miranda Reis. (AR)