Na avaliação da psicóloga Helen Catarina Ramos Capistrano, é preciso constatar se de fato a mãe que matou a criança tem mesmo problema mental. Ela lembrou que nem sempre as pessoas aparentam estar com sintomas. Como não apresentam anormalidade, não chamam a atenção de familiares. Não podemos descartar a hipótese de que essas pessoas sofrem das faculdades mentais. É preciso fazer um diagnóstico, frisou. Isso acontece por falta de um tratamento preventivo que deve ocorrer desde o pré-natal. O acompanhamento deve ser desde essa época. Para a psicóloga, sai mais em conta fazer um trabalho preventivo. Nos nove casos levantados pela reportagem, a psicóloga acredita que somente em um em que um tio drogado acabou matando o sobrinho de dois meses é que não poderia ser evitado. Ela se referia à morte do bebê Susane Moraes, de dois meses, que morreu no início de 2006. Após ser espancado pelo tio, o bebê sofreu múltiplas fraturas na cabeça ficando internado mais de 30 dias em estado grave. O tio, um rapaz de 23 anos, estava sob efeitos de drogas e, armado com um pedaço de madeira, aplicou uma surra na mãe do bebê, uma adolescente de 17 anos, que estava com a criança no colo e outra menor. O fato ocorreu no Jardim Florianópolis, em Cuiabá. Até hoje, o tio não foi indiciado. (AR)