No primeiro mês da piracema, foram apreendidos mais de cinco toneladas de pescado irregular em Mato Grosso, além de mais uma de peixes vivos que foram devolvidos ao rio Cuiabá. Além do pescado, principalmente espécies nobres, como pintado, cachara, dourado, piraputanga e pacu, entre 2 e 30 de novembro pelo menos 15 pessoas foram presas por transporte ilegal e pesca predatória. Nos dois anos anteriores, a quantidade de pescado ilegal apreendida nos primeiros 30 dias da piracema foi bem inferior, conforme dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Em 2005, não chegou a duas toneladas (1.836 quilos), o mesmo ocorreu em 2006, (1.675). Além de pescado, este ano já foram apreendidas 66 redes e 36 tarrafas, apetrechos de uso proibido. Carros e barcos também usados no transporte de pescado ilegal foram pegos pela polícia. Apesar de ter intensificado a repressão à pesca predatória, nenhuma das oito pessoas detidas permanece presa. Por se tratar de um crime que prevê pena com detenção de um a três anos, os infratores pegos em flagrante são indiciados e liberados logo após o pagamento de fiança, para responder em liberdade. O coordenador de Fiscalização da Pesca na Sema, Marcelo Cardoso, disse que este ano foi implantado um serviço de inteligência para investigação da pesca ilegal. A expectativa da Secretaria é que essa atuação possa levar à identificação e punição daqueles que fomentam e financiam a pesca ilegal. A Delegacia de Defesa do Meio Ambiente está investigando a ação de um homem considerado um dos maiores financiadores da pesca predatória em Mato Grosso.