Foi o final de semana mais violento de 2023, em Mato Grosso.
Ao menos 24 pessoas perderam a vida de maneira trágica.
Foram registradas 13 mortes em acidentes de trânsito, oito assassinatos - inclusive, de três bandidos -, um afogamento e duas mortes ainda de causas desconhecidas.
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Mais uma mulher foi assassinada em Mato Grosso.
Em Cuiabá, a advogada Cristine Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, foi morta pelo ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos, neste final de semana.
Almir Monteiro, expiulso da PM em 2015, foi preso na casa dele, no bairro Jardim Santa Amália, em Cuiabá, por policiais da Delegacia de Homicídios (DHPP), que realizaram um trabalho investigativo profundo para chegar ao assassino.
Descoberto e preso, o assassino começou alegando inocência, mas depois das evidências e provas contra ele, resolveu confessar o crime, mas não revelou os motivos.
Policiais da DHPP começaram apurando que a vítima conheceu Almir na noite de sábado (12), próximo à Arena Pantanal.
Eles foram para a casa do ex-policial, no bairro Santa Amália. Lá, eles tiveram uma discussão e Cristiane foi agredida.
Almir Monteiro, segundo sua ficha criminal, foi preso por comandar um assalto em um posto de combustível.
Foi condenado e, por conta da condenação, em 2015, foi expulso da Polícia Militar.
FEMINICÍDIO - “Foi um crime bárbaro que ficou caracterizado pelo feminicídio praticado em razão do gênero da vítima, sendo a vítima espancada e asfixiada até a morte pelo fato de ser mulher”, disseram os delegados Marcel Gomes e Ricardo Franco.
Nas investigações, os delegados Marcel e Ricardo apuraram que Cristiane não voltou para casa no sábado e na manhã de domingo.
A família e amigos ficaram preocupados com seu sumiço.
Quando o primo deixou o bar, ainda na noite, ela ficou na companhia do ex-PM.
Ainda nas investigações, o irmão da vítima conseguiu acessar um aplicativo que rastreia o veículo dela, que foi encontrado no Parque das Águas.
Quando ele chegou, encontrou Cristiane desacordada, no banco do passageiro.
Ela foi levada ao Hospital Jardim Cuiabá com esperanças de um socorro, mas já estava morta e o falecimento foi confirmado.
A Delegacia de Homicídios foi acionada e começou a realizar diligências atrás do suspeito.
AS INVESTIGAÇÕES - Com base no aplicativo de rastreio, a Polícia conseguiu chegar até a casa do suspeito.
Câmeras de segurança também ajudaram em sua identificação.
Ele apareceu dirigindo o veículo de Cristiane, na parte da manhã.
A casa dele foi encontrada e os policiais conseguiram abordá-lo.
À equipe, ele disse que passou a noite com a vítima e que, depois, ela o deixou no Parque Mãe Bonifácia.
Mas, depois, acabou confessando o crime.
A Polícia acredita que a advogada foi morta por asfixia com um travesseiro, e ainda espancada até a morte.
Depois de matar Cristiane na casa dele, o ex-PM a "desovou" no local onde ela foi encontrada.
O assassino foi autuado em flagrante em crime de feminicídio triplamente qualificado, com os agravantes de não dar chance à vítima e ocultação de cadáver.
GUERRA URBANA - Três bandidos foram mortos em uma ação de policiais dos serviços de rotina da Polícia Militar, da Força Tática e Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Os três eram de uma quadrilha que tentou furtar uma agência do Banco do Brasil, na madrugada deste domingo (13).
Os três arrombadores e mais dois que estavam do lado de fora em um carro dando cobertura, foram flagrados dentro da agência do BB da cidade de Itaúba (600 km ao Norte de Cuiabá).
Um morreu dentro da agência, quando tentava sair pelo telhado.
Dois fugiram, mas trocaram tiros com os policiais e moreram em uma região de mata.
Os corpos dos três arrombadores ainda não foram identificados.
MÉDICO MORTO - Uma violenta colisão, entre uma moto modelo BMW de alta cilindrada e uma camionete Hilux, matou o médico Samuel Teixeira, de 45 anos.
O acidente, segundo a Polícia Civil, aconteceu na tarde de sábado (12), na MT-246, na altura da cidade de Barra do Bugres (168 km ao Norte de Cuiabá).
O médico, segundo a Polícia, foi encontrado caído na lateral da pista.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atestou morte do médico no local do acidente.
O motorista da caminhonete, no entanto, não teve o nome revelado, passou mal após o acidente e foi encaminhado para atendimento médico em uma ambulância.
A colisão entre os dois veículos foi tão forte, que a moto teve perda total.
A Polícia realizou a liberação do corpo para o IML, após a perícia preliminar de agentes da Perícia Oficial (Politec).
A Polícia informou à reportagem do DIÁRIO que, possivelmente, os dois veículos trafegavam em alta velocidade, mas só vão oficializar as causas do acidente, após os laudos da Politec.
ACERTO DE CONTAS? - Oito de mais de 15 tiros mataram Bruno de Oliveira, de 30 anos.
O crime aconteceu às duas horas da madrugada de sábado (12), em um bar no bairro Módulo, na cidade de Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá).
Segundo testemunhas contaram à Polícia Militar, dois homens chegaram a pé no bar, onde Bruno bebia com amigo, e o executaram, atirando à queima-roupa.
A Polícia Civil registrou o caso como homicídio duplamente qualificado, na modalidade execução sumária, sem nenhuma chance para a vítima se defender.
A Polícia Militar realizou buscas até o início desta segnda-feira (14), mas não conseguiu pistas dos dois pistoleiros.
Os dois assassinos ainda são desconhecidos.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentou prestar socorro à vítima, mas só teve tempo de constatar que Bruno já estava morto.
A Polícia Civil realizou a liberação do corpo para o IML, após a perícia preliminar de agentes da Perícia Oficial (Politec).
A Polícia também confirmou que Bruno foi atingido com pelo menos oito tiros, três deles na cabeça.
Os policiais que atenderam a ocorrência informaram que ainda desconhecem os motivos do atentado, mas não descartam um "acerto de contas".




