POLÍCIA
Sábado, 18 de Julho de 2009, 13h:21
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IMAGEM DE PRESOS
Polícia registra queda em prisões
Desde que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) proibiu a divulgação de imagens e fotos de presos, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), as prisões em flagrante tiveram uma queda média de 75% na Grande Cuiabá. São prisões por crimes considerados graves, como roubo, porte ilegal de arma e tráfico de drogas. A portaria de Sejusp entrou em vigor no dia 24 de junho e foi suspensa na quinta-feira, graças a uma liminar expedida pela desembargadora Maria Helena Povoas. Conforme um levantamento realizado nas Delegacias de Cuiabá e Várzea Grande, desde a proibição, a média de quatro flagrantes despencou para um por dia nas Delegacias do Verdão, Planalto, Coxipó e Parque do Lago, em Várzea Grande. Conforme alguns policiais militares, a prisão em flagrante e mostrar a imagem são uma forma de mostrar serviço da polícia à sociedade. As pessoa querem ver quem praticou o assalto. Sem poder mostrar (a imagem) o serviço não aparece e, de certa forma, acaba desmotivando, observou um policial. O comandante do Comando Regional I, coronel Joelson Sampaio, admitiu uma queda nas prisões em flagrante nas últimas semanas, mas garantiu que não está relacionada com a proibição da filmagem dos bandidos. De fato, tivemos uma queda, mas isso é sazonal. Isso não quer dizer que o motivo foi a portaria (da Sejusp), frisou. Para o chefe de operações da Delegacia do Complexo do Verdão, policial civil Jesse James Figueiredo, uma das dificuldades em proibir a divulgação de imagens dos presos é que vítimas de crimes semelhantes não sabiam da prisão. É comum o sujeito ser preso por um roubo e, com a divulgação da prisão dele, ser reconhecido em mais roubos. Sem a divulgação da imagem, as vítimas não vêm até a Delegacia e os crimes anteriores ficam esquecidos, destacou. A proibição, que na verdade é uma notificação recomendatória do promotor da Vara da Cidadania, Alexandre Guedes, acabou criando uma situação incomum. Os presos começaram a rir da situação chegando a incomodar os policiais. Eles (os presos) estavam se achando o máximo. Diziam que agora ninguém iriam mais fazer o reconhecimento pela televisão e estavam felizes. Lógico que não são todos os presos que pensam assim. Só aqueles que comumente freqüentam as delegacias, disse um policial da Delegacia do Complexo do Parque do Lago. A notificação recomendatória só não diminuiu um tipo de crime os pequenos furtos que, em muitos casos, os delegados classificam de crime de bagatela e não autuam em flagrante. Mas por exigência do MPE, que denunciou alguns delegados à Corregedoria Geral da Polícia Civil, acabam sendo autuadas em flagrante pessoas que furtam uma peça de roupa ou um pacote de biscoito. (AR)