POLÍCIA
Terça-feira, 31 de Julho de 2012, 21h:02
A
A
SÉTIMO MANDAMENTO
Polícia prende assaltante em Cuiabá
Mais um procurado pela Operação Sétimo Mandamento é preso por policiais militares. Leandro Borges Soares, de 28 anos, foi localizado no bairro Novo Paraíso, em Cuiabá. Ao checar o nome, os PMs descobriram que Leandro é um dos 19 envolvidos em roubos na modalidade saidinha de banco. Segundo os policiais, eles vinham monitorando o suspeito e o prenderam em uma casa na quadra 12. Foi a partir de informações que chegamos até o suspeito, graças às nossas equipes de apoio instaladas nos batalhões da Capital que ajudam a localizar os criminosos, frisou o comandante do Comando Regional 1, coronel Jadir Metelo Costa. A última captura da Operação Sétimo Mandamento havia ocorrido no dia 13 de junho. Na ocasião, os PMs chegaram até Paulo Magaiver Ferreira dos Santos, de 28 anos. A prisão dele ocorreu na rua Coronel Benedito Leite. Antes dele, foi a vez de Joel Alves da Silva, que estava internado no Pronto-socorro de Cuiabá, usando nome falso. A captura ocorreu no dia 31 de março. No dia anterior, ele fora baleado nas costas durante uma discussão com um rapaz no bairro Novo Paraíso II, em Cuiabá. Ele se apresentou como sendo Laércio Pedroso da Silva, de 23 anos. Os policiais do Serviço de Inteligência, que já estavam em seu encalço, se deslocaram até o PS e descobriram que se tratava mesmo de Joel que é denunciado na Operação Sétimo Mandamento por formação de quadrilha. Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), a função dele é de executor. A Operação Sétimo Mandamento foi desencadeada em dezembro do ano passado com a prisão de 35 suspeitos de praticaram 38 saidinhas de banco na Grande Cuiabá, faturando cerca de R$ 400 mil. Nesse período, foram praticados 75 assaltos nessa modalidade, ficando metade sem esclarecimento. Trinta e cinco assaltantes foram presos, sendo que alguns já estavam encarcerados pela prática de outros crimes. Segundo o Ministério Público Estadual, os ladrões estão divididos em quatro quadrilhas, com funções e hierarquias definidas. Na execução das saidinhas de banco, existe a figura do olheiro, do pegador (que toma a bolsa com o dinheiro), do piloto da moto e do apoio que aparece sempre num automóvel. Os assaltantes agiam cada qual de acordo com suas aptidões. Eles entravam na agência e, com um celular na mão, avisavam aos demais integrantes do bando sobre quem sacava dinheiro. Na segunda etapa do esquema, ligava para quem estava do lado de fora, que seguia a vítima que geralmente embarcava em algum automóvel. Em média os assaltos rendiam R$ 10 mil, mas em alguns casos chegou a quase R$ 50 mil. Duas semanas depois todos os suspeitos foram libertados pelos desembargadores João Ferreira Filho e Pedro Sakamoto por causa de divergências na interpretação da competência judicial do caso. Na sequência, o Gaeco conseguiu reverter às prisões e os suspeitos foram capturados aos poucos. (AR)