Bens móveis e imóveis sequestrados pela Polícia Civil, na segunda fase da Operação Follow the Money, somam um valor aproximado de R$ 10 milhões.
A operação, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá), tem como alvos três investigados por atuarem como "laranjas" na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no município.
Leia também:
STF mantém tornozeleira e afastamento de desembargadores
Entre os 11 imóveis alvos de sequestro, estão um conjunto de quitinetes, casas em construção e uma chácara à beira de um rio, localizados no município de Sinop; e outros dois em Altamira, no Pará.
Além dos imóveis, há ainda o sequestro de veículos e cota social de uma empresa.
Os 20 mandados foram cumpridos, nesta terça-feira (10), na deflagração da operação, em Sinop, Cuiabá e Altamira (PA).
As ordens judiciais, deferidas pela 5ª Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado, incluem também três prisões preventivas, buscas domiciliares, sequestro de dois veículos, do capital social de uma empresa e de placas solares.
As três pessoas presas atuavam como laranjas na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.
Todas já tinham sido presas na primeira fase da operação, em março deste ano, mas estavam em liberdade provisória.
Um dos alvos é a proprietária de uma farmácia, em Cuiabá, que teve as atividades suspensas na primeira fase da Follow the Money.
Os valores movimentados, conforme apontou a investigação, evidenciaram a atividade de lavagem de dinheiro.
Outros presos são o irmão e a cunhada do líder da facção criminosa, que atua na cidade de Sinop e está detido em uma penitenciária estadual.
O casal recebia ordem de dentro da unidade prisional e fazia negócios, como compra de imóveis, em nome deles e de "laranjas", visando a obter lucro e passar aparência de licitude aos valores oriundos da venda de drogas.
PRIMEIRA FASE - Em março deste ano, a Derf de Sinop deflagrou a Operação Follow The Money, para cumprir 136 ordens judiciais contra investigados envolvidos em lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no município, entre elas, a suspensão das atividades e doação de medicamentos de uma farmácia em Cuiabá, usada para lavar dinheiro das ações criminosas.
As investigações iniciaram a partir de uma apreensão de 400 tabletes de maconha, localizados pela Derf de Sinop em uma chácara na zona rural da cidade, em julho de 2022.
A partir da localização da droga, a equipe da unidade especializada revelou um esquema de lavagem de dinheiro sustentado a partir do tráfico de drogas na cidade.
Foi apurada a existência de empresas fantasma e também de empresas reais que dissimulavam o capital ilícito, dando a aparência de legalidade às transações.




