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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 12 de Julho de 2012, 20h:22

PIRATARIA

Polícia Civil caça donos de DVDs

O jovem José Aldi Alves, de 22 anos, está sendo procurado pela polícia, pois é apontado pelo próprio pai, o aposentado João Alves Pessoa, de 64, como responsável pelo estoque de cerca de 1 milhão de produtos piratas – entre CDs e DVDs - apreendidos na casa do aposentado no Jardim Umuarama. Um equipamento apreendido no local conseguia copiar 100 peças por minuto. Inicialmente, a PM acreditava ter encontrado 200 mil peças, mas o volume era cinco vezes maior e teve que ser transportado num caminhão para a Superintendência da Polícia Federal. O material apreendido está avaliado em cerca de R$ 500 mil. Em depoimento na Polícia Federal, onde foi autuado por contrabando e violação do direito autoral, o aposentado relatou que seu filho mora em outra casa e conta com a ajuda de um rapaz, conhecido como “Mago”, que é responsável em copiar os CDs e DVDs. O esquema criminoso contava com sete ilhas de gravação, impressoras e 100 drives de gravação. O que chamou a atenção foi um livro de ponto que controlava a entrada das pessoas que trabalhavam na fábrica e um livro caixa que controlava a saída das mercadorias dando a dimensão de uma empresa. Ela acrescentou que não sabe mexer com computador, mas o cigarro apreendido é dele, assim como os isqueiros contrabandeados do Paraguai. ”Não forneço CDs e DVDs para outros ambulantes. Isso é tudo com meu filho e o Mago”, frisou. Conforme o aposentado, ele sabia que todo esse material ficava guardado em sua casa e seu filho se encarregava de vender o material pirata. “Meu filho não busca essas peças no Paraguai. Compra aqui mesmo para copiar”. O aposentado confirmou que comprava o cigarro sendo R$ 11 o maço e vendia por R$ 13 e nunca teve lucro com a revenda, pois sobrevive com o salário de aposentado. Com ele, foram apreendidas cerca de cinco mil carteiras de cigarro. Para o comandante do Comando Regional I, coronel Jadir Metelo Costa, a localização da fábrica representa um duro golpe na pirataria em Mato Grosso. “O nosso trabalho focou os grandes envolvidos na pirataria. Prender quem está com uma banca representa pouco. O importante é cortar o mal pela raiz. Neste caso, não só fechamos um laboratório como também retiramos uma quantidade expressiva de CDs e DVDs piratas de circulação”, destacou Costa.

Edição EDIÇÃO 16964




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