POLÍCIA
Terça-feira, 21 de Julho de 2015, 19h:51
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QUADRILHA
Pai e filhos unidos até no crime
Agentes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), da Polícia Judiciária Civil prenderam quatro membros de uma quadrilha de assaltantes de banco nesta segunda-feira (20) em Cuiabá e Várzea Grande por tentativa de roubo a uma agência do Banco Santander. O detalhe é que entre os quatro detidos há um pai, dois irmãos e um genro que agiam em família no crime. São eles Elias Barbosa Crisanto (o pai) e seus dois filhos, Sérgio Barbosa Crisanto e Sildele Crisanto, todos autuados por porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Além dos três, foi preso também Douglas Axl Rodrigues dos Santos, 20 anos, por tentativa de roubo e associação criminosa. O pai e seus dois filhos foram presos em uma chácara no bairro Jardim Maringá I, onde a quadrilha se reunia para planejar os assaltos. Douglas foi preso nas imediações do banco, em Cuiabá. Em interrogatório, confessou que sua função era fazer frente, render o vigilante e dominar a situação para que os comparsas consumassem o roubo. A prisão aconteceu durante as investigações do roubo de armas de uma loja de pesca e caça no Porto, na madrugada do último sábado (18). Os policiais receberam informações de que havia quatro pessoas em duas motocicletas, uma XRE branca e uma Titan cinza, em atitude suspeita nas proximidades do banco Santander, no centro de Cuiabá. As motocicletas foram avistadas pelos policiais. A XRE branca com dois rapazes, identificados como João Vitor Barros de Franco e outro conhecido apenas pelo apelido de Batoré. A segunda motocicleta era conduzida por Edson Medina de Souza, vulgo Branquinho. Os três são comparsas de Douglas e estão foragidos. De acordo com os investigadores da Derf, os três suspeitos estavam parados e eram monitorados a distância pelos policiais, até que em dado momento Douglas deu sinal para os comparsas nas motocicletas entrarem no banco. Nesse momento, os agentes interviram abordando Douglas e ordenando-lhe que entregasse a arma, colocasse as mãos pra cima e se rendesse. Douglas não obedeceu e tentou fugir, mas foi alcançado algumas ruas depois, ainda nas proximidades do banco. O mesmo fizeram João Vitor Barros, Batoré e Edson Medina Souza, todos saíram em disparada ante as ordens dos policiais, mas foram melhor sucedidos e conseguiram fugir. Todos estavam armados com pistolas semiautomáticas, menos Douglas, que portava um revólver .38 com três munições intactas. Foi ele quem rendeu o vigia do banco. Segundo contou o próprio vigia, Douglas apontou-lhe a arma na têmpora e mandou que ele se deitasse. QUARTEL-GERNERAL -- Bem estruturada, a quadrilha planejava suas ações na chácara de Elias Barbosa Crisanto, sogro do procurado Edson Medina, o genro. Havia outras armas de grosso calibre no local. A família criminosa é apontada como também especialista em dar apoio a outras quadrilhas e criminosos ao esconderem armas roubadas e viverem do dinheiro conseguido por meio dos roubos praticados por Edson Medina, casado com Sildele Crisanto. Os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12 com quatro cartuchos. A arma seria dispensada pelo acusado Elias Crisanto, que já tinha sido avisado por seu genro que a polícia poderia aparecer. O sogro tem registro criminal por dois homicídios. Seus filhos Sildele e Sérgio possuem passagens por receptação. Edson Medina, marido de Sildele, cunhado de Sérgio e genro de Elias é assaltante conhecido e já atuou em diversos assaltos e roubos. (RR)