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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 20 de Outubro de 2012, 14h:10

EXTRAÇÃO ILEGAL

Oito são presos por crime ambiental

A Polícia Civil prendeu oito pessoas em flagrante na região de Nova Mutum, sob acusação de extração ilegal de madeira de uma área de mata fechada. Mais de 250 toras de várias espécies foram encontradas. A operação foi deflagrada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com apoio da delegacia de São José do Rio Claro, na fazenda Sertão, a 130 km de Nova Mutum e 60 km de Tapurah. O local já havia sido vistoriado no ano passado, mas a polícia não flagrou o grupo atuando na floresta. A extração ilegal ocorria em duas frentes. Sílvio Ferrari, Fagner Augusto Goes e Roque Xavier foram encontrados numa clareira com dois caminhões e um trator. Um dos veículos já estava carregado de toras. Já Ademir Fraporti, seu filho Claor Fraporti, Márcio Secco, Edson Rodrigues Domingues e Vanderlei Ruzalen foram encontrados em outro local. Eles estavam com duas carretas bi-trem, um trator uma caminhonete, duas motos e uma motosserra. No local também haviam toras no chão prontas para serem carregadas. A madeira seria levada para a região do Médio-Norte e Norte do Estado. O dono da fazenda, Goishi Faito, de 87 anos, chegou a denunciar que a madeira estava sendo roubada de sua propriedade, mas para o delegado Carlos Fernando Cunha, não passou de uma tentativa de despistar a polícia. Faito chegou a fazer uma denúncia junto à Corregedoria da Polícia Civil contra o delegado de São José do Rio Claro, Romildo Grota, por ele não ter investigado o suposto roubo da madeira. Em depoimento, no entanto, os presos afirmaram que tinham um “contrato de gaveta” com o fazendeiro. Eles garantiram ter autorização para entrar na fazenda e extrair a madeira que, segundo eles, era comprada de Faito por R$ 100 mil. “Isso tudo era uma fraude que ele estava usando para comercializar a madeira ilegal”, explica Cunha, em referência à denúncia do fazendeiro. Faito também será indicado por formação de quadrilha. Dos oito detidos, três foram liberados mediante o pagamento de fiança. Segundo o delegado, eles não possuíam documentação da madeira derrubada. Os outros cinco permanecem presos porque usavam guias de transporte florestal falsificadas. A suspeita é que a extração ilegal é comandada por uma pessoa da região de Sinop, que estaria financiando o corte irregular para abastecer madeireiras. Conforme os investigadores, o grupo atua de forma discreta, abrindo pequenas clareiras para não chamar a atenção. (LN)

Edição EDIÇÃO 16967




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