POLÍCIA
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012, 09h:28
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FUGA DA PCE
Negociações eram na casa da advogada
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A polícia descobriu que era na casa de uma advogada que os presos planejavam a fuga em massa da Penitenciária Central do Estado, ocorrida na madrugada de segunda-feira (20). No imóvel, localizado num bairro nobre da Capital, ocorreram às negociações finais, inclusive com a quantidade de explosivos usados no muro. A advogada deverá ser ouvida na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para prestar esclarecimento e poderá ser indiciada pelo crime de favorecimento de fuga. Os policiais querem saber até onde vai o envolvimento dela com a quadrilha. Conforme as investigações, um dos quatro presos apontados como chefes do esquema que resultou na fuga em massa, teria ficado algumas horas na casa dela após a saída da penitenciária. Em seguida, ele foi levado para um pequeno aeroporto e fugiu num avião. Esse preso faz parte de uma quadrilha especializada em roubo a banco na modalidade Novo Cangaço. O delegado Gianmarco Pacola Capoani, responsável pelas investigações, confirmou a existência da casa, mas não forneceu detalhes. Existe sim, essa residência onde os bandidos utilizaram para promover a fuga. Foi utilizada dias antes para os detalhes finais, explicou. Ele acrescentou que não pode fornecer mais detalhes para não atrapalhar as investigações. De acordo com o delegado, havia informações anteriores de um possível ataque ao presídio, mas em nenhuma delas tinha uma confirmação. Explicou que a fuga ocorreu de última hora. Anteontem, o delegado anunciou que ao menos 20 pessoas deverão ser indiciadas pela ação criminosa. Segundo ele, do total, quatro são detentos que fugiram e ainda não foram recapturados. A lista se completa com sete que foram presos durante a semana, sendo dois que dirigiam veículos que davam suporte na fuga, quatro por transporte de armas aos fugitivos e um que estava no mato junto com quatro fugitivos. Temos seis pessoas que não estão nesta lista, mas chegaremos a um total de 20, frisou. Uma das expectativas é que as três restantes sejam servidores que estavam dentro da PCE. Entre os crimes que serão indiciados está formação de quadrilha, crime de explosão, disparo em via pública, facilitação de fuga, porte ilegal de arma de uso restrito, posse irregular de munição de uso restrito, receptação, tentativa de homicídio.