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POLÍCIA
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007, 19h:32

PEDOFILIA

Na Guia, pai preso por molestar filha

A Polícia Civil prendeu o funcionário público Ronivon Castro, de 37 anos, que há dois anos abusava sexualmente da própria filha, de apenas 10 anos. O caso foi denunciado em novembro do ano passado, mas por causa da burocracia, somente agora foi possível ao delegado Márcio Antônio Cambahuba, da Delegacia da Defesa da Criança e do Adolescente (Dedica), pedir a prisão preventiva dele. Ronivon foi preso em sua casa na localidade da Guia, distrito de Cuiabá. Segundo os policiais da Dedica, o pedido de prisão demorou tanto a ser deferido que, no decorrer da tramitação, Ronivon se separou da esposa, mas acabou se reconciliando depois. Esta situação acabou constrangendo ainda mais a menina, pois pai, mãe e filha voltaram a viver sob o mesmo teto. O assédio constante do pai intimidava a garota, que muitas vezes não tinha como se defender. Em alguns casos, o irmão menor assistia a relação incestuosa, o que causou seqüelas irreparáveis no menino. O estupro ocorria geralmente no período noturno. Embora o casal de estudasse numa escola do bairro, o pai usava a desculpa de cuidar dos filhos para ficar sozinho com eles e se aproveitar disso para estuprar a garota. Para intimidá-la, ele costumava mostrar-lhe algum objeto cortante, geralmente uma faca, deixando a garota amedrontada. "O pai não ia à escola e se aproveitava das oportunidades em que ficava só com os filhos para abusar da criança indefesa. Imagine só. Não era padrasto não, o que é horrível. Era o pai abusando da própria filha", explicou um policial que participou das investigações. O pai chegou a comprar um short vermelho para a menina, para dar asas às suas fantasias sexuais. A criança detestava a roupa e brigava toda vez que era obrigada a vestir o short. Em novembro do ano passado, a mãe desconfiou da situação e registrou queixa na delegacia. Depois disso, ela se separou do funcionário público e levou a filha para morar com os avós. Mas como o trâmite burocrático do pedido de prisão demorou um ano para ser aprovado, a polícia não pôde prender o acusado há mais tempo, situação que permitiu a Ronivon retornar à casa e voltar a morar com a mulher e os dois filhos. "Se a Justiça fosse mais ágil, teria abreviado o sofrimento dessas duas crianças", observou um policial. O delegado adiantou que o laudo psicológico elaborado pela psicóloga da Polícia Civil foi fundamental para o pedido de prisão do funcionário público. Conforme o laudo, a menina estava mudando o seu comportamento, ficando insegura. "Uma situação absurda, degradante. Não temos como defini-la. Assim que recebemos o laudo psicológico, representamos pela prisão preventiva dele", informou o delegado. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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