O empresário do ramo da aviação, Orides Dias Barbosa, se apresentou ontem pela primeira vez à Polícia Civil. Ele já havia sido intimado outras duas vezes nos últimos dias, mas apesar de comparecer à Delegacia do Coxipó ainda não prestou depoimento. Orides é acusado de ligação com uma rede de exploração sexual infantil, que funcionava em Cuiabá e no interior. O delegado que preside o inquérito, Gerson Vinícius Pereira, afirma que o papel do empresário seria indicar clientes, como empresários e autoridades, para a dupla que aliciava as adolescentes e ainda articular a ida deles para um hotel no Pantanal com as meninas. O delegado suspeita que Orides faça parte do esquema há cerca de um ano. Hoje o empresário, que já foi presidente do Aeroclube de Várzea Grande, deverá retornar à Delegacia do Coxipó para prestar depoimento. Ontem ele teria se recusado a falar após o delegado negar o pedido dos advogados para folhear o processo. Se ele não vier depor eu confecciono a guia de identificação criminal e concluo o processo da mesma maneira. Pior pra ele, disse Pereira. O delegado protocolará a qualquer momento o pedido de prisão preventiva do empresário. Orides e os dois advogados que o acompanharam à delegacia esconderam a identidade e não quiseram falar com a reportagem do Diário.