Mulher teve parada cardíaca durante procedimento de lipoescultura e precisou ser internada na UTI
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Morreu no último domingo (13), Daniele Bueno, 33 anos, vítima de complicações ocorridas durante uma cirurgia plástica realizada na última quinta-feira (10), no Hospital Militar, em Cuiabá. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica regional Mato Grosso (SBCP/MT) acompanha o caso. Bueno fez uma lipoescultura, um procedimento cirúrgico estético que remove gordura do corpo e redução nos seios. Após, ela teve parada cardíaca e precisou ser levada para uma unidade de terapia intensiva (UTI). Como o Hospital Militar não possuía, ela foi transferida para o Hospital Sotrauma. Casada e mãe de uma menina, Daniele teve a morte cerebral confirmada no fim da tarde do domingo. O procedimento estava sendo realizado por meio do projeto Plástica para Todos, que se apresenta como um programa com preços acessíveis. Em nota, a SBCP/MT informou que irá acompanhar o caso e que irá aguardar os laudos oficiais sobre a morte para se manifestar tecnicamente sobre o ocorrido e agir contra os responsáveis. A entidade frisou ainda que preza pelo cumprimento das normas e critérios que garantem a segurança dos pacientes. O entendimento e orientação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) é pelo fiel cumprimento de normas e critérios científicos que maximizem a segurança do paciente. Reiteradamente a SBCP alerta a população para o risco da atuação de agentes intermediadores, em mídias sociais, e/ou planos financeiros para realização de cirurgias plásticas, fazendo de pacientes objetos de mercância, no interesse vil em detrimento de qualidade e segurança, ressaltou.