POLÍCIA
Segunda-feira, 16 de Abril de 2012, 22h:05
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CRIMINALIDADE
MST quer invadir repartições em Cuiabá
Mais de 200 integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) ocupam a Praça Ulisses Guimarães, em frente ao Pantanal Shopping
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Mais de 200 integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) ocupam a Praça Ulisses Guimarães, em frente ao Pantanal Shopping, em Cuiabá, desde o último sábado (14). Destes, 80 tentaram invadiram na manhã de ontem (16) a sede da Receita Federal, mas foram impedidos pela Polícia Militar. Ainda assim eles ficaram na porta impedindo a entrada de funcionários, bem como o funcionamento do órgão. Segundo integrante da coordenação estadual do MST, José Vieira, a intenção é chamar a atenção do Governo Federal e conseguir uma audiência com a presidente Dilma Roussef (PT). O governo Lula foi o que menos ajudou os sem terra, e o da Dilma está indo pelo mesmo caminho, e não podemos deixar, afirmou. Ele afirma que há dois anos a reforma agrária não avança no Brasil e que haveria 180 mil famílias acampadas pelo Brasil. De acordo com Zé Vieira, esta é uma mobilização nacional chamada de Abril Vermelho, que acontece simultaneamente em diversas regiões do país. No estado de Mato Grosso, a ação acontece na Capital, reunindo manifestantes de toda a Baixada Cuiabana, e em Sorriso, onde na madrugada de ontem (16) cerca de 400 integrantes de dezesseis assentamentos da região trancaram a rodovia federal BR-163. A ocupação do canteiro da Avenida do CPA vai durar toda a semana, contudo, segundo o coordenador do MST, os manifestantes não devem permanecer somente no prédio da Receita Federal. Como é uma mobilização nacional, seguimos a orientação do coordenador nacional, mas cada dia o MST deve se instalar em um órgão de Cuiabá, para chamar a atenção deles, diz. Antônio Carneiro, outro membro da coordenação estadual do MST, acrescenta que além das reivindicações citadas, o movimento quer mostrar para a população que as propagandas exibidas na televisão por parte do Governo não correspondem à realidade. Nem o Governo Lula nem o da Dilma realizaram a reforma agrária e estamos na luta por terra, para produzir alimento saudável, livres de venenos agrícolas e mais barato. Eles não fizeram nada do que falam nas propagandas, declarou. No decorrer da semana, o MST realizará diversas atividades na Capital e no interior, como por exemplo, debates em escolas, universidades e também mobilizações em defesa da categoria.