POLÍCIA
Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2010, 10h:14
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NARCOTRÁFICO
Mototaxista é preso com 32 papelotes
Trouxinhas de pasta-base foram encontradas na casa de Nilton Soares, de quem a polícia desconfia de formar esquema de comércio com presidiário
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A prisão do mototaxista Nilton Soares, de 43 anos, acusado de tráfico de drogas, levou a polícia a desarticular um esquema de narcotráfico e aluguel de armas comandado de dentro de um presídio da Capital. As ordens eram repassadas de um telefone celular apreendido com o mototaxista e o esquema pode envolver mais pessoas. A prisão do motoqueiro ocorreu anteontem à tarde, no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande. Com ele, foram apreendidas 32 trouxinhas de pasta-base de cocaína. Segundo policiais militares do 4º Batalhão, eles receberam uma denúncia de que Nilton vendia drogas de forma escancarada nas ruas do bairro. Localizado numa das ruas, ele estava apenas com um celular. Assim que tocou, um dos PMs atendeu e, do outro lado da linha, era o traficante Poconé, que está preso na Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). Poconé fazia encomenda de dois revólveres e duas caixas de droga que deveriam ser entregues no local de sempre. Os policiais não souberam explicar o que significa duas caixas de drogas e o local de sempre. Com certeza, algum código. A droga seria de tráfico do lado de fora, assim como as armas, disse um policial. No entendimento dos policiais, as armas seriam alugadas para a prática de ações criminosas. O sistema é conhecido como rent a gun (aluguel de arma) e é pago com a divisão dos produtos roubados. Após a abordagem, o mototaxista levou os policiais até a casa dele, no mesmo bairro. A esposa disse que Nilton nunca se envolveu com crime e tinha uma prisão preventiva decretada em seu nome, mas era de um homônimo. Ao checar a casa, os policiais encontraram as 32 trouxinhas escondidas num potinho de farinha, embaixo da geladeira. Com a localização da droga, o mototaxista foi levado até a Delegacia do Complexo do Parque do Lago e acabou preso por tráfico de drogas. Ele será transferido para uma unidade prisional da Grande Cuiabá. As investigações apontam que o tráfico era realizado no próprio bairro, em ruas próximas de sua casa onde os viciados compravam droga em trouxinhas de vários tamanhos. O caso será transferido para a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) que tentará identificar para quem a droga era entregue e se Poconé envolve mais pessoas nesse esquema de tráfico. É possível que o destino da droga fosse também o presídio onde, ao contrário de que muita gente imagina, o tráfico é intenso, explicou um policial plantonista.