Depois da rebelião na sexta-feira, os infratores do Complexo do Pomeri planejaram uma fuga em massa, mas apenas dois conseguiram fugir e outros dois foram detidos quando tentavam o mesmo. A fuga ocorreu anteontem, por volta das 21 horas. Os garotos são da ala 2, onde quebraram a parede da cela 2 abrindo um buraco suficiente para passarem. De lá, jogaram uma mariatereza corda artesanal confeccionada com pedaços de lençóis e camisetas de cerca de 12 metros para escalar o muro e ganhar a rua. Segundo os agentes orientadores de plantão, eles suspeitaram de um barulho estranho quando depararam com o buraco na cela, chamada de quarto. Eles correram para o pátio onde avistaram dois garotos próximos da corda artesanal. Descobrimos que dois conseguiram fugir, mas outros dois tentaram e evitamos a fuga, informou um dos agentes. Eles acreditam que, caso não agissem de forma rápida, outros adolescentes poderiam fugir também. O Pomeri vive uma série de ebulições nos últimos dias. Na sexta-feira à noite, ao menos 18 infratores do Complexo do Pomeri se rebelaram, fizendo um dos garotos reféns até a chegada a juíza da Vara da Infância e Juventude, Ana Paula Miranda, que ouviu as reivindicações dos adolescentes. O motim durou cerca de uma hora e, nesse ínterim, policiais do Bope e da Rotam assistiram aos garotos destruírem a ala onde ocorreu a rebelião. Os policiais não confirmaram se os adolescentes atearam fogo em colchões. Os garotos disseram que a intenção deles seria fazer um agente orientador refém, mas não conseguiram. Eles confirmaram que tentaram isso desde o início da semana. Na ala 3 estão os infratores considerados de maior periculosidade. Segundo agentes orientadores, os garotos chegaram a exigir celulares, uma reivindicação que a magistrada ficou de estudar, mas dificilmente serão atendidos.