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POLÍCIA
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2009, 20h:49

PEDOFILIA

Menina de 11 anos cooptada para sexo

A menina de 11 anos flagrada num motel com o empresário Carlos José Rachid Jaudi relatou à polícia que foi levada para manter relação sexual com ele pela outra garota, de 14 anos, também flagrada no quarto. A prisão ocorreu na sexta-feira à tarde, num motel da Rodovia Mario Andreazza, em Várzea Grande. Depois de muito custo, a menina disse que teve relação sexual com o empresário. Com isso, Carlos José foi autuado em flagrante por três crimes: estupro, atentado violento ao pudor e exploração sexual, previstos no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente. Em seu relato à delegada Juliana Palhares, da Delegacia da Defesa da Mulher, a adolescente de 14 anos disse ter mantido relação sexual várias vezes com o empresário pedófilo. E, em todas, teve que levar outra menor, o que complica mais a situação de Carlos José. A menor acrescentou que recebeu R$ 50 por cada relação sexual. “Era para aumentar a renda mensal”, disse a adolescente aos policiais plantonistas. A delegada conseguiu entrar em contato com familiares das duas meninas. As mães estiveram na delegacia e tiveram reações diferentes. A mãe da criança de 11 anos disse estar estarrecida com o que ocorreu com a filha. A menina, que mora num bairro da Grande CPA, teve receio da mãe ficar zangada. Já a mãe da garota de 14 anos, por sua vez, não se importou e disse que “lavava as mãos”, para espanto dos policiais plantonistas. Ela mora num bairro próximo do motel levando os policiais a suspeitar de que os encontros sexuais ocorriam no próprio motel. Ele levava as garotas em sua picape S 10. A prisão do empresário ocorreu após policiais militares do 4º Batalhão receberem uma denúncia anônima. Ao chegar ao motel, se depararam com o empresário e as duas menores que se despiam. Inicialmente, o empresário foi levado até a Delegacia do Complexo do Parque do Lago porque havia a suspeita de estupro presumido, o que ocorre quando a menina é menor de 14 anos. De lá, Carlos José foi levado para a Delegacia da Defesa da Mulher. O empresário alegou que não houve penetração. As penas para os três crimes são pesadas. A exploração sexual, por exemplo, prevê uma pena de quatro a 10 anos de prisão. “Levar a criança até um motel é um caso de exploração e isso dá cadeia mesmo”, explicou a delegada. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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