POLÍCIA
Quinta-feira, 28 de Abril de 2016, 19h:37
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BOTÃO DE PÂNICO
Médica volta a ser agredida e ex é preso
O empresário Marcos César Martins teve sua prisão preventiva decretada na quarta-feira (27) e agora é considerado um foragido da Justiça
Rodivaldo Ribeiro
Da Reportagem
O empresário Marcos César Martins teve sua prisão preventiva decretada na quarta-feira (27) e agora é considerado um foragido da Justiça. Ele se envolveu no problema judicial porque agrediu sua esposa, a médica Camila Campagnolli Tagliari Campos, 29 anos, há cerca de um mês. Sua esposa depôs no dia 26 de março à promotora Lindinalva Rodrigues, do Ministério Público, e acabou por relatar ainda sentir muito medo do marido, pois este volta e meia infringe a distância mínima de mil metros decretada quando das primeiras agressões. Disse também que o empresário, ainda por cima, a difama para amigos em comum. O pedido de prisão foi baseado nesse depoimento e acatado pelo juiz Jamilson Haddad Campos, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, pois o réu descumpriu as determinações judiciais impostas quando passou por uma audiência de custódia que o livrou da prisão em flagrante, apesar do resultado de suas agressões ter sido, para a esposa, um tímpano perfurado e um nariz fraturado, além de várias escoriações pelo corpo. A promotora Lindinalva Rodrigues escreveu em seu pedido ser a medida o único meio de garantir a integridade física e psicológica da médica e da filha dos dois, que presenciou as brigas e agressões do pai. Não há como Marcos César negar a aproximação da esposa e da filha porque um aparelho eletrônico de monitoramento, chamado de botão do pânico por alguns, acusa quando ele chega a menos de 1km de sua ex-mulher e filha. Sendo assim, a argumentação da promotora, mais o relatório eletrônico foram mais do que necessários para a decretação da prisão preventiva. RELEMBRE -- Todo o problema familiar teve início há cerca de um mês, quando Marcos Cesar, aparentando embriaguez, espancou a esposa, ferindo-a seriamente na frente da própria filha, em uma briga que teve início na garagem do prédio onde a família morava e continuou no apartamento deles. Como os vizinhos viram o que acontecia, a Polícia Militar foi chamada e o empresário, preso em seu apartamento. Acabou autuado pelos crimes de lesão corporal e violência doméstica. Encaminhado a uma audiência de custódia no Fórum de Cuiabá, conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade porque não tinha antecedentes criminais, possuía residência fixa e a esposa relatou ao juiz da ocasião, Marcos Faleiros, ser aquela a única vez que seu marido a agredia. Como não havia ameaça de morte, o juiz decidiu impor somente a condição de não chegar perto nem da mulher nem da filha até que o processo fosse concluído. O privilégio da liberdade foi revogado.