POLÍCIA
Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014, 21h:21
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MÃE E FILHA
Julgamento de ex-PM será no dia 26
Claudemir de Souza Sales, ex-soldado da Rotam, responderá pela morte de sua ex-amante, Ana Cristina Wolmmer, grávida de oito meses
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O ex-policial militar Claudemir de Souza Sales, denunciado pelo Ministério Público Estadual pelo assassinato da corretora de imóveis Ana Cristina Wommer, 24 anos, grávida de oito meses, e sua filha Maria Eduarda, será julgado dia 26 de fevereiro. O crime ocorreu no dia 24 de agosto de 2010 quando o corpo foi deixado às margens da BR-364 na área do Distrito Industrial, em Cuiabá. Posteriormente, um exame de DNA, mostrou que o filho que Ana Cristina estava esperando não era de Claudemir, que está preso há mais de três anos. O julgamento será, a partir das 8 horas, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá presidido pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira. Conforme as investigações chefiadas pelo delegado Márcio Pieroni, o policial mantinha relacionamento amoroso com a vítima. O policial foi denunciado por homicídio qualificado, aborto provocado e ocultação de cadáver. As investigações apontaram que o policial vinha sendo pressionado pela vítima para que reconhecesse o filho. Ana Cristina foi encontrada morta no dia 24 de agosto num terreno próximo do então Hospital Neuropsiquiátrico, na saída para Rondonópolis. Ela havia abortado a filha. Para o delegado, a tentativa de aborto forçado foi por parte do militar, que teria agido com um ou dois cúmplices. Ana Cristina foi vista pela última vez dois dias antes, pela manhã, após sair de sua casa no bairro Tijucal, para se encontrar com o PM Sales, com quem teve um relacionamento extraconjugal. Na terça-feira, o corpo dela com o feto foi localizado em estado de decomposição. A polícia pediu exame para se certificar de que o bebê era do militar. No entendimento de Pieroni, a apreensão do carpete do porta-malas do Gol preto de placas AQR 1920, de São José dos Pinhais (PR), pertencente ao policial militar, é mais uma prova de que Ana Cristina foi colocada no veículo e jogada num terreno no Distrito Industrial, na saída para Rondonópolis. Além dele, mais 17 pessoas irão a julgamento no mês de fevereiro por outros crimes.