POLÍCIA
Quarta-feira, 09 de Julho de 2014, 19h:14
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SENTENÇA
Homem é condenado a 21 anos de prisão
Crime aconteceu em setembro de 2011; réu está foragido desde o início do ano quando conseguiu fugir da Penitenciária pela porta da frente
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Gutemy Amaro Ferreira, de 50 anos, foi sentenciado a 21 anos e três meses de prisão pelo assassinato a golpes de faca de seu ex-enteado Bruno Ferreira Lucena Lima, então com 20 anos. O crime foi em setembro de 2011 no Parque Cuiabá. O tio da vítima, Jairo Bueno de Lima, de 40, também foi ferido. O julgamento ocorreu a revelia, nesta terça-feira de manhã pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá presidido pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira. O réu conseguiu fugir no início deste ano, pela porta da frente da Penitenciária Central do Estado. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Gutemy não aceitava a separação da mãe de Bruno, uma professora com quem viveu por mais de sete anos. Como era um bon-vivant, ela resolveu se separar. Apesar das ameaças, ela não modificou a sua decisão de separação. No dia do crime, ele fez um orçamento de uma motocicleta e pediu para que ela fosse avalista da compra. A professora chegou a se deslocar até a revenda de moto onde disse pessoalmente que não iria ser avalista da compra. Na ocasião, os dois teriam discutido e ela voltou a ser ameaçada. Você pode parar de me ameaçar porque isso não vai funcionar mais. E não vou avalizar compra alguma, teria dito. De lá, ela voltou para casa, mas ficou sabendo que a tarde toda o ex-companheiro ficou rondando a casa. Por volta das 22 horas a professora aceitou conversar com ele. Os dois se desentenderam e nisso apareceu Bruno que tinha um bom relacionamento com o padrasto que o criou desde os 13 anos. Você não está sofrendo, mas agora você vai saber o que é sofrer. Em seguida, abraçou o enteado e acertou várias facadas nele matando o filho na frente dela. Nisso, apareceu Jairo que tentou socorrer o sobrinho, mas também foi perfurado. A professora, então atirou um capacete no ex-companheiro. Quando viu que ele vinha em sua direção, correu e conseguiu escapar. No ano seguinte, ele foi preso em Goiânia ficando dois anos atrás das grades, até fugir no início deste ano. O promotor criminal João Augusto Gadelha destacou que, a pena prevê o cumprimento de dois terços em regime fechado um pouco mais de oito anos -, pois se trata de crime hediondo. Só depois é que poderá ter progressão de pena. Como já cumpriu dois, deverá ficar seis anos em regime fechado.