POLÍCIA
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009, 23h:21
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LATROCÍNIO
Garoto de 16 anos confessa ação em VG
A Polícia Civil esclareceu o latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o comerciante Juvelino Melquias da Silva, de 40 anos, baleado na cabeça durante um assalto à sua lanchonete, no bairro Jardim Glória, em Várzea Grande. O crime aconteceu no dia 27 de agosto deste ano. Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furto (Derrf) prenderam ontem um adolescente de 16 anos que confessou o crime. Ele relatou ao delegado Francisco Kunze que estava em companhia de outro menor e acabou atirando porque a vítima reagiu. Confirmou que não havia um terceiro participante. Na ocasião, a polícia prendeu Jonilson de Figueiredo Silva, de 23 anos, reconhecido como autor por testemunhas. Desde que passamos a ter a linha de investigação partindo para dois adolescentes, solicitamos à Justiça que ele (Jonilson) fosse colocado em liberdade, frisou o delegado. Na delegacia, o adolescente relatou que estava em companhia do cúmplice, identificado como Tiago. O adolescente tomou o revólver de Tiago e atirou no comerciante. Levado ao Pronto-socorro de Várzea Grande (PSVG), o comerciante morreu horas depois. O adolescente disse que planejou o assalto porque precisava de dinheiro para ir à Cabana da Dudu, um clube noturno no centro da cidade onde os jovens se reúnem. Como não tinha dinheiro, resolveu praticar o assalto. Dias depois, ele se encontrou com um colega no clube e confessou ter atirado. Para o delegado, é comum adolescentes serem levados para a delegacia após praticar assaltos em que roubam pequenos objetos ou pouco dinheiro. É uma situação corriqueira e preocupante porque pode levar ao latrocínio, frisou. No latrocínio, os dois adolescentes invadiram o estabelecimento comercial rendendo clientes e funcionários. O comerciante tentou correr para os fundos e fechar a porta que separa a lanchonete do restante do prédio. Um dos ladrões atirou duas vezes e atingiu Juvelino na cabeça. Na confusão, os bandidos teriam fugido a pé. O assalto chamou a atenção de moradores, já que são vários os casos de roubo, mas dificilmente os ladrões atiram. Ele (Juvelino) deve ter reagido por instinto ao ver os ladrões armados. Por isso, o gesto de tentar trancar a porta. Isso para o assaltante é uma reação e, na reação, atiram mesmo, lamentou um vizinho do comerciante. Horas depois, os policiais prenderam Jonilson, que só foi autuado em flagrante porque uma das testemunhas o reconheceu levando o delegado plantonista ao erro. Os policiais não encontraram indícios da participação de Jonilson, mas, ao ser levado até o estabelecimento comercial, foi reconhecido pelas vítimas. Uma delas inclusive disse ter sido rendida por Jonilson. Na Delegacia do Complexo do Parque do Lago, Jonilson negou ter participado do latrocínio. Olha, eu sou trabalhador, voltava para casa vestindo uma camisa 10 do Corinthians. O assaltante estava com uma camisa de um outro time e escura. Não tinha como ser eu, argumentou Jonilson na ocasião, ao lembrar que chegava próximo de sua casa.