POLÍCIA
Sexta-feira, 13 de Maio de 2011, 21h:17
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VÁRZEA GRANDE
Gari é executado no bairro 15 de Maio
O gari Emarildo Antunes da Silva, de 40 anos, foi assassinado ontem de manhã com dois tiros de revólver quando pedalava sua bicicleta no bairro 15 de Maio, em Várzea Grande. Testemunhas disseram que apareceu um desconhecido e atirou duas e acertou todas. Em seguida, o criminoso teria fugida a pé. A execução ocorreu por volta das 11 horas na avenida principal do bairro. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato seria um acerto de contas. Emarildo foi preso por um duplo assassinato ocorrido em junho de 2003 em Várzea Grande. Na ocasião, ele confessou ter matado a golpes de facada o funcionário público José Mariano da Silva, 32 anos, e esfaqueado mais de 30 vezes a sua esposa, Silvanente Oliveira, 25, que se fingiu de morta e escapou de morrer. Na confusão, o taxista Milton Figueiredo de Assunção tentou intervir e também acabou morto. Casada com Emarildo, Silvanete estaria tendo um caso extraconjugal com José Mariano. No ano seguinte, ele foi condenado a 12 anos pelo duplo assassinato. Quando foi preso pelo duplo homicídio, uma semana depois Emarildo relatou que estava se preparando para descer o rio Cuiabá com a intenção de fugir para a cidade de Barão de Melgaço, a cerca de 120 quilômetros da Capital. Emarildo afirmou ainda que ficou revoltado ao saber que Silvanete o estava traindo. Eu fui lá mesmo com a intenção de espancá-la. Mas aí o cara entrou na frente, e eu estava com a faca na mão e aconteceu, explicou ele há oito anos. Na ocasião, ele disse ter se arrependido do que fez. Emarildo argumentou ainda que morava com Silvanete no bairro Jardim Icaraí, em Várzea Grande, há nove anos. E que desse relacionamento teriam nascido duas filhas. Após descobrir a traição, disse ter perdido a cabeça. O taxista que morava na quitinete teria morrido de graça, uma vez que foi ver o que estava acontecendo. Ele era uma pessoa muito conhecida na cidade e trabalhava na região central havia mais de 20 anos. O delegado Antônio Esperândio, que esteve no local iniciando as investigações do assassinato de Emarildo, informou que o caso será transferido para um dos dois delegados designados para investigar homicídios em Várzea Grande. (AR)