Familiares e amigos do serralheiro José Cirilo Macedo dos Santos, de 44 anos, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no dia 8 deste mês, em Várzea Grande, fizeram um protesto. Eles queimaram pneus e galhos na avenida principal do bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, onde a vítima morava. Eles querem agilidade nas investigações, pois querem ver os criminosos presos. Com isso, acreditam que terá sido feito justiça. Durante o protesto, gritavam palavras de ordem. Lembraram que a vítima era trabalhadora e voltava para casa quando ocorreu a tentativa de roubo da motocicleta. Ele (José Cirilo) era um trabalhador, um pai de família e não merecia ter esse fim não, queixou-se um amigo. De acordo com as investigações iniciadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o serralheiro teria testemunhado uma tentativa de assalto de uma moto minutos antes. Ele passou próximo da cena do crime e seguiu em direção a sua casa, no bairro Serra Dourada. Ao passar pela Vila Arthur, teria sido abordado pelos mesmos ladrões que tentaram lhe roubar a motocicleta. Ele teria reagido e foi baleado na cabeça morrendo no local. Policiais que participam das investigações informaram que mesmo sem levar algum pertence da vítima, a intenção de roubar caracteriza o latrocínio. Com a confirmação do latrocínio, o delegado Antônio Carlos Garcia, titular da DHPP, transferiu as investigações para a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos, pois os assaltantes tinham como alvo a motocicleta do serralheiro. Policiais plantonistas lembraram que na região onde ocorreu o crime bandidos já assaltaram muitos motociclistas roubando os veículos, geralmente para pedir resgate. (AR)