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POLÍCIA
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008, 21h:30

Executores se passam por polícia para matar

A jovem Luciana da Silva Nunes foi executada com quatro tiros em sua casa, no dia 7 de julho de 2004, no bairro Altos da Serra, em Cuiabá. Três rapazes surgiram de repente e renderam a irmã da vítima e o namorado, e os levaram para os fundos. Apagaram a luz da área e ordenaram que ninguém olhasse para o rosto deles. Esperaram cerca de uma hora e meia. Assim que Luciana chegou, um deles saiu de trás de uma árvore e começou a falar: “é ela, ela, quieta. Nós somos policiais”. Em seguida, os cúmplices saíram dos fundos da casa e ordenaram à vítima que se deitasse no chão. A amiga de Luciana ficou de costas. Na seqüência, como se fosse um tribunal do crime organizado, os três a executaram com quatro tiros. No dia seguinte, numa ação orquestrada, o marido dela, Márcio César Pereira Vasconcelos, foi executado dentro da Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). Siqueira responde também como mandante deste crime, cujo processo tramita na 12ª Vara Criminal da Capital. Segundo a denúncia do MPE, os três criminosos agiram a mando de Siqueira, pois Luciana era testemunha da “chacina do Altos da Serra”, como ficou conhecido o assassinato de seis pessoas em março de 2001. (AR)

Edição EDIÇÃO 16962




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