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POLÍCIA
Sexta-feira, 24 de Julho de 2015, 20h:42

FATALIDADE

Engenheiro morre em explosão de caldeira

O engenheiro e gerente industrial Márcio Guimarães Júnior, 51 anos, morreu na noite de quarta-feira (22), em Rondonópolis (218 quilômetros distante da capital), após ficar internado por mais de 15 dias com 70% do corpo queimado durante um acidente de trabalho. Guimarães Junior trabalhava na empresa de esmagamento e beneficiamento de soja Noble Brasil e seguia, naquele dia oito de julho, sua rotina normal de trabalho quando aconteceu um problema no sistema de caldeiras do lugar e uma inesperada explosão. Segundo informou a Polícia Militar, Guimarães Junior estava na companhia de outros dois trabalhadores, procedendo à manutenção do equipamento, quando aconteceu a explosão. Um desses funcionários também morreu em decorrência da tragédia. Guimarães Junior foi socorrido e internado no Hospital Regional de Rondonópolis, em coma induzido por 16 dias, suportando as dores trazidas pelo fato de a maioria absoluta de seu corpo estar gravemente lesionado pelo fogo e o deslocamento de ar causado por esse tipo de explosão. Visto como caso gravíssimo pelos médicos, teve queimaduras e uma lesão cerebral. Passados 13 dias do ocorrido, o engenheiro foi transferido por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea para um hospital em Anápolis (GO) considerado referência nacional no tratamento de queimaduras. Mas Márcio Guimarães Junior estava além de qualquer ajuda humana e, apesar de todos os cuidados que recebeu, não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu. O engenheiro deixa esposa e um filho. Ele foi sepultado em sua cidade natal na manhã desta sexta-feira (24). Nascido em Santa Rosa do Viterbo, próxima a Ribeirão Preto (SP), Márcio Guimarães Jr. formou-se em engenharia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em Mato Grosso, atuou em várias empresas, como na multinacional Bunge Alimentos, onde foi gerente industrial por 14 anos. Ele também atuou na SB Rools; na MT Gás; Agrenco Bioenergia; Bimetal Indústria Metalúrgica; Hospital Santa Rosa; Montema Projetos; e Kroton Educacional, onde foi coordenador do curso de Engenharia da Produção. O engenheiro atuava na Noble Brasil desde 2014. A Polícia Civil está investigando o caso e peritos determinarão as causas do acidente.

Edição EDIÇÃO 16967




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