POLÍCIA
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012, 19h:44
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TRÁFICO DE DROGAS
Droga boliviana era transportada em baterias de carro
A Polícia Civil prendeu uma quadrilha que comprava cocaína na Bolívia e abastecia as bocas-de-fumo da Grande Cuiabá. Foram presas nove pessoas em quatro cidades do Estado e uma em Rondônia. Para driblar a Polícia, a quadrilha escondia o entorpecente em baterias de automóveis. Em média, colocavam cinco quilos e mesmo assim ela continuava funcionando. Foram presos Roberto Carlos Bearis, de 43 anos, em Vilhena (RO); o casal Josinaldo Pinheiro de Lima, 46, o Jorge, e Roselei Aparecida Lima, 38, ambos em Várzea Grande; e Altino de França Domingues, 52, o Careca, e Adriano Constantino do Prado, 31, o Didi, os dois últimos em Cuiabá. Além deles foram presos Inácio José da Silva Liebana, 39, em Pontes e Lacerda, e Jamir Mendes Araújo, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Dois integrantes do bando já estavam presos: Wagner Lopes da Silva e Valdemir de Almeida da Silva. Falta prender somente um último integrante da quadrilha. Segundo a delegada Alana Cardoso, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), todos os veículos vinham da fronteira com a droga para ser entregue a traficante de Cuiabá. Este abastecia as bocas-de-fumo locais e também atendia outros Estados. Dois traficantes trabalhavam na compra e venda de carros na região da Pedra, no bairro Dom Aquino. Eles aproveitavam os carros para adaptar as baterias e acondicionar a cocaína. Eles traziam a droga de forma segura. Adaptavam a bateria de veículos para comportar até oito quilos, dependendo do tamanho, e ainda funcionar. Quando o carro era barrado na fiscalização, a droga não era encontrada, por ser um local pouco provável, destacou a delegada. Para descobrir o esquema, os policiais demoraram vários meses, uma vez que nem os cães farejadores descobriam onde estava o carregamento do entorpecente. Na prisão do casal Josinaldo e Roselei os policiais apreenderam cerca de quatro quilos de pasta-base na bateria de uma Montana. O carregamento seria levado para Minas Gerais. Ainda na casa de Josinaldo os policiais apreenderam documentos que comprovam que ele usava nome falso de Josivaldo e munições calibre 22. Além do tráfico de drogas, o acusado vai responder por falsidade ideológica e falsificação de documento público.