POLÍCIA
Sexta-feira, 25 de Março de 2011, 20h:59
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SEMELHANÇAS
Dois mototaxistas mortos em poucas horas
Vítimas foram executadas da mesma forma, por ocupantes de motocicletas e a tiros. Ambas são ex-presidiárias, uma de Cuiabá e a outra, de VG
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A polícia registrou dois assassinatos em poucas horas na Grande Cuiabá e, entre eles, várias coisas em comum. Dois rapazes foram executados a tiros por ocupantes de motocicletas. As vítimas eram ex-presidários, trabalhavam como mototaxistas e tinham antecedentes. A polícia, no entanto, não faz conexão entre as duas execuções. O último homicídio ocorreu por volta das 20 horas de quinta-feira, no bairro Pedregal, onde Gilberto da Costa de Jesus, de 30 anos, foi executado com um tiro no tórax quando conversava com dois amigos em frente a uma casa na rua Formosa. Testemunhas disseram que dois ocupantes de uma motocicleta se aproximaram e o que estava na garupa atirou atingindo Gilberto. A vítima morreu no local. Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime seria um acerto de contas, uma vez que a vítima tinha antecedente. Ele havia saído recentemente da cadeia acusado de homicídio. Gilberto chegou a trabalhar como mototaxista, mas estava desempregado. Uma das hipóteses levantadas pelos policiais é que Gilberto tenha sido morto por engano. No momento em que foi baleado, ele estava em companhia de um rapaz que é o principal suspeito de ter executado a tiros Weygan Neves de Amorim, de 20 anos. A vítima foi morta a tiros no dia 7 de março, no bairro Campo Verde. Temos informação de que quem atirou em Gilberto é uma pessoa ligada ao Weygan e que poderia muito bem vingar a morte do amigo. Daí, a suspeita da morte por engano, informou um policial que participa das investigações. Ferido com um tiro no tórax, Gilberto correu até uma fábrica de cadeiras e caiu morto. Conforme documentos encontrados com a vítima, os policiais descobriram que ele esteve preso na Penitenciária Central do Estado de 2 de julho até poucos dias atrás. Ele respondia pelo crime de homicídio em liberdade. VALDIR Em Várzea Grande, o também mototaxista Valdir Oliveira da Silva, de 30 anos, foi executado com cinco tiros de revólver. Ele morreu sentado na cadeira que ficava em frente da empresa de mototáxi para qual trabalhava. A execução ocorreu anteontem à tarde, na Cohab Cristo Rei, em Várzea Grande. Testemunhas disseram que dois ocupantes de uma motocicleta se aproximaram e o que estava na garupa descarregou a arma. A vítima morreu na cadeira. As investigações apontam para um crime passional (motivado por paixão). Os familiares disseram que ele (Valdir) não estava sendo ameaçado, não tinha envolvimento com ninguém, embora tenha passagem pela polícia por receptação, explicou a delegada Sílvia Pauluzi que esteve no local iniciando as investigações. (AR)