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POLÍCIA
Quarta-feira, 18 de Junho de 2014, 20h:09

CANJICA

Discussão durante confraternização acaba em morte

Desentendimento banal durante churrasco em oficina mecânica terminou de forma trágica com um homem morto e outro atingido de raspão

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O mecânico Aldemir Araújo Lima, de 36 anos, foi assassinado com dois tiros após uma discussão por motivos fúteis numa oficina mecânica onde ocorria um churrasco. Seu amigo Hermínio Florêncio da Silva, de 54 anos, tentou intervir na discussão entre vítima e assassino, mas acabou atingido de raspão no queixo e braço direito. O assassinato seguido de tentativa ocorreu anteontem, por volta das 22 horas, no rua Altamiro Dutra, no bairro Canjica, em Cuiabá. Havia mais pessoas na confraternização que saíram correndo quando ouviram os tiros. Testemunhas disseram que a vítima chegou na oficina onde discutiu com o suspeito, identificado como “Ailton”, que sacou um revólver e começou a atirar. Conforme o relato de testemunhas, a vítima chegou no churrasco e deparou com Ailton. Em seguida, teria apontado o dedo para o homem. “O próximo é você”. O interlocutor, então, teria sacado um revólver e atirado duas vezes contra a vítima. Hermínio, que tentou separar os brigões, também foi atingido. Após os tiros, o suspeito fugiu a pé, mas teria embarcado num veículo estacionado nas proximidades. Um carro do Samu chegou a ser acionado, mas os socorristas confirmaram o óbito. Policiais militares que atenderam a ocorrência estiveram na casa do suspeito, mas ela estava toda fechada, levantando a suspeita de que teria de escondido em outro bairro. O crime seria uma discussão por motivos banais decorrente de uma rixa antiga entre os dois. Os policiais acreditam que tanto vítima como suspeito teriam se desentendido dias antes. A testemunha não soube informar o verdadeiro motivo do crime e o que significaria que o suspeito seria o próximo. O delegado André Renato Gonçalves, de plantão na Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa esteve no local iniciando as investigações. Com a identificação do suspeito, o delegado acredita que a prisão dele seja uma questão de horas. “Só não houve a prisão porque (o suspeito) não voltou para a casa. Os policiais foram até o endereço fornecido pelos participantes da festa”, frisou um dos policiais.

Edição EDIÇÃO 16962




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