POLÍCIA
Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2013, 20h:24
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PRISÃO
Diarista se passava por policial civil
Leilane Ketlin Martelini, de 24 anos, foi presa em flagrante quando iria receber R$ 8 mil de um motorista de carreta, em Rondonópolis
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A diarista Leilane Ketlin Martelini, de 24 anos, foi presa por policiais civis após se passar por policial civil e exigir R$ 8 mil de um motorista de carreta. A suspeita foi flagrada pelos policiais no momento em que tentava receber dinheiro de um motorista de carreta de 39 anos. A prisão ocorreu anteontem à noite no Jardim das Paineiras, em Rondonópolis. No ano passado, a diarista fora presa por falsificação de documentos em Jaciara. Os policiais civis contaram que, passando-se por uma investigadora chamada Caroline, Leilane procurou o carreteiro e cobrou a propina para não investigar casos envolvendo a vítima. Assustado, o motorista denunciou o caso à Delegacia Regional da Polícia Civil, em Rondonópolis. A partir das informações, os policiais fizeram uma pesquisa e descobriram que se tratava de um golpe não havia policial civil alguma atuando na região chamada Caroline. Os policiais orientaram o motorista a gravar as ligações da suspeita, cada vez mais ameaçadoras. As ligações se intensificaram e a falsa policial passou a ameaçar de morte a família da vítima, caso não fizesse o pagamento. Para que ela fosse presa, os policiais pediram para que o caminhoneiro marcasse um local para fazer o pagamento exigido pela golpista. A diarista, então, foi até a casa do caminhoneiro. Assim que chegou, entrou e logo se identificou como policial civil e solicitou o dinheiro da extorsão. Em seguida, prendemos a suspeita, informou um policial. Aos policiais, a diarista alegou que agia a mando de outra pessoa e, por isso, era obrigada a exigir o dinheiro. A falsa policial, no entanto, não forneceu o nome do mandante do crime. Os policiais lembraram que a diarista tem antecedente. Em março de 2001, ela foi presa durante a Operação Contramão em Jaciara, que desarticulou uma quadrilha especializada na falsificação de carteiras de habilitação. A operação resultou no indiciamento de 10 pessoas por crimes de falsificação de documento, formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e quebra de sigilo de dados. As habilitações eram comercializadas sem o cumprimento das exigências legais, como frequência ao curso de formação de condutores e realização de testes de aptidão.