Depois de cometer vários crimes, policial é expulso
A Polícia Militar expulsou de seus quadros o soldado PM Fabrício de Souza Silva, que chegou a ser preso por tráfico de drogas pelo Gaeco, mas o seu forte seria praticar furtos em lojas dos municípios do interior. As investigações apontam que ele teria praticado quatro furtos, situação incompatível com a carreira de policial. Segundo a sentença que o excluiu, ele se identificava como policial militar afastado da função por problemas de saúde, mas se mostrava em perfeitas condições para a prática de crimes. As investigações realizadas pela Corregedoria Geral da PM apontam que, no entanto, Fabrício é um criminoso de alta periculosidade. De acordo com a PM, em janeiro de 2008, ele foi acusado de participar do furto de um telefone celular numa loja na cidade de Sinop (a 500 quilômetros da Capital). No esquema de furto, duas pessoas chegaram se passando por clientes e cometeram o crime. O carro do militar foi reconhecido por uma vendedora da loja. Em Jaciara, dois meses depois, veio a prisão em flagrante do PM pelo furto de um monitor e duas câmeras digitais em duas lojas da cidade. Ele ficou poucos dias presos, pois se tratava de um crime de menor poder ofensivo. Na sequencia, em maio, ele foi preso novamente, só que na cidade de Arenápolis, por tentativa de furto. Na ocasião, tentou assaltar uma loja de móveis. Só não foi caracterizado roubo porque um cúmplice dele fugiu com um revólver. O comando da PM acreditava que o policial tinha sossegado, mas em dezembro, foi preso por furto de dois aparelhos de som de uma outra loja, em Terra Nova do Norte. O furto foi registro pelo circuito interno de segurança da loja. Em abril de 2009, foi preso em Peixoto de Azevedo sob suspeita de tráfico de drogas, após o Gaeco solicitar a prisão preventiva do militar. A quebra do sigilo telefônico confirmaria as suspeitas de que ele praticava algo mais do que simples furtos de pequenos objetos. (AR)