POLÍCIA
Sábado, 30 de Junho de 2012, 17h:54
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INÉDITO
Depois de 15 anos, delegado indicia ladrão arrependido
Depois de 15 anos, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre uma série de assaltos em seqüência realizado por um rapaz que, curiosamente, se arrependeu do crime e se entregou. O caso aconteceu em 1997. Armado com um revólver, ele roubou três farmácias na região da Rodoviária de Cuiabá, no bairro Alvorada. Numa atitude inédita, o assaltante procurou a então Delegacia Distrital do bairro Santa Helena, onde registrou um boletim de ocorrência confessando o assalto, e entregou o revólver que carregava. O BO foi registrado dia 15 de outubro de 1997 e teve como natureza arrependimento. Agora, uma década e meia depois, o delegado Roberto Amorim, titular da Delegacia de Roubos e Furtos da Capital, concluiu o inquérito indiciando Janes Araújo Santos, hoje com 33 anos. Na semana passada, o delegado localizou o proprietário de uma das farmácias roubadas, que reconheceu o jovem através de fotos. Para o delegado, trata-se de uma situação incomum, pois os delegados responsáveis foram pedindo mais prazo para investigar o caso, indicando que havia muitos inquéritos prioritários. Só não foi possível indiciá-lo pelos outros dois assaltos, pois não encontramos os outros registros de queixa, explicou. O registro da queixa feito por Janes ocorreu no período noturno, quando a Distrital funcionava também à noite. Como houve apresentação espontânea, ele entregou a arma e ficou à disposição dos policiais. O jovem foi ouvido na Derf da Capital, que funcionava na avenida Fernando Corrêa. Em seu depoimento, ele disse que veio da cidade de Colider e ficou hospedado num hotel próximo da Rodoviária. Pegou o revólver e fez três assaltos, mas acabou se arrependendo. Como não houve flagrante, ele acabou liberado. O inquérito passou por várias Delegacias e delegados até que, no mês passado, Roberto Amorim, ao ler o conteúdo do inquérito, decidiu que deverá concluí-lo. Ele foi até onde funciona a farmácia e localizou o funcionário, que fez o reconhecimento. Na sexta-feira, o delegado enviou o inquérito para o Fórum Criminal. Ele lembrou que mais alguns anos, o crime prescreveria. A prescrição está prevista em 16 anos. (AR)