NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

POLÍCIA
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011, 20h:04

BRUTALIDADE

Casal que estuprou bebê enfrenta júri

O casal Azenil de Oliveira, de 29 anos, e Marcondes Dias de Moura, de 34, acusados de estuprar e tentar matar um bebê de um ano e 11 meses, será julgado hoje pelo Tribunal do Júri da comarca de Várzea Grande. O julgamento será presidido pela juíza Maria Erothides Kneipp Baranjak. O início está marcado para as 8h30. Os réus serão julgados pelos crimes de tentativa de homicídio e estupro de vulnerável. Em abril de 2009, a polícia descobriu que o bebê foi estuprado pelo padrasto e o caso foi acobertado pela mãe. A violência foi tão grande, que a criança teve a genitália rasgada. Na tentativa de que o crime não fosse descoberto, o padrasto ainda queimou a vagina da menina com uma panela quente. O processo tramitou pela Vara de Repressão a Crimes contra a Violência Doméstica de Várzea Grande pelos crimes de tentativa de homicídio e atentado violento ao pudor. O Ministério Público Estadual (MPE) entendeu que a tentativa de assassinato ocorreu para ocultar o crime sexual. Nos memoriais finais, a juíza entendeu que se tratava de um crime contra a vida e transferiu o caso para a 1ª Vara Criminal, responsável por este tipo de crime. No final de outubro, a juíza Maria Erothides confirmou a denúncia. O casal está preso desde quando teve a preventiva decretada. Marcondes será defendido pelo defensor público Flávio Marques e Azenil, pelo advogado Osny Cleber Rocha Auresco. O caso foi descoberto quatro dias após a Delegacia da Defesa da Mulher de Várzea Grande receber uma denúncia do Conselho Tutelar da Criança. As delegadas Daniela Maidel e Juliana Palhares estiveram no Pronto-Socorro onde conversaram com a médica responsável pelo tratamento da menina. A especialista confirmou a violência sexual. As delegadas solicitaram exame de corpo delito e o resultado comprovou o estupro. Então, foram atrás do casal e a mãe do bebê confirmou tudo. O bebê foi salvo pelo avô paterno dez dias após o abuso, ao estranhar o mau cheiro ao pegar a bebê no colo. Já no Pronto-Socorro, médicos descobriram que o bebê também estava sem se alimentar por mais de uma semana – nada foi encontrado no estômago ou no intestino. A violência foi tão grande que a panela quente provocou queimaduras de terceiro grau no pé direito do bebê. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL