POLÍCIA
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 20h:44
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BARBÁRIE FAZ 6 ANOS
Capturado acusado de matar menino
Quase seis anos depois, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conseguiram esclarecer o assassinato do estudante Felipe Cassiano da Silva, então com 12 anos, executado de forma cruel no dia 7 de junho de 2005, com várias pancadas na cabeça e estrangulamento. A vítima ainda teve os dois antebraços arrancados pelo agressor. Ontem de manhã, os policiais prenderam João da Silva, conhecido como Tadeu, de 40 anos, que está com a prisão preventiva decretada. Os policiais o localizaram no bairro Pirinéu, em Várzea Grande. Na época do crime, João da Silva chegou a ter a prisão temporária decretada, que não foi convertida em preventiva. As investigações, no entanto, confirmaram a participação dele na execução. A apuração dos fatos foi retomada três anos depois, chefiada pelo delegado Antônio Carlos Garcia, que chegou novamente ao principal suspeito. Conforme declarações da polícia, uma testemunha foi outra vez interrogada três anos após o fato, quando ela identificou João da Silva como autor do crime. A Justiça, logo em seguida, decretou a prisão preventiva do suspeito. O cadáver foi localizado num terreno da avenida Eurico Gaspar Dutra, no bairro Engordador, em Várzea Grande, a cerca de 10 metros da pista. A execução teria ocorrido durante a manhã. Os indícios apontavam que o garoto não foi executado no local. Ele teria sido trazido para o matagal, localizado a cerca de um quilômetro da casa dele, no bairro Pirinéu. O estudante estava com o bermudão e a cueca abaixados na altura do joelho, indicando ter sido violentado sexualmente. Os membros decepados não foram localizados. Felipe foi estrangulado com um pedaço de cipó. Policiais da DHPP que estiveram no local tentaram localizar os antebraços da vítima, vasculhando num perímetro de cerca de 50 metros, mas não obtiveram êxito. Eles contaram com a ajuda de dezenas de curiosos que estavam próximos do cadáver. O que chamou a atenção dos policiais foi que os antebraços não foram decepados, mas arrancados. Puxaram até arrancar. Não usaram instrumento algum como faca ou lâmina para decepá-los, explicou um dos policiais. Segundo uma tia do estudante, a última pessoa que estava com a vítima era um colega, um garoto de 14 anos. Felipe foi visto pela última vez na noite anterior, perto de uma creche no bairro Pirinéu. Localizado, o adolescente confirmou ter conversado com Felipe, mas negou ser a última pessoa com quem ele conversou. A polícia interrogou novamente o acusado, que voltou a negar o crime. Ele está preso na Cadeia Pública do Capão Grande. (AR)