Bebê foi vítima de aborto como confirma médico do IML
O diretor do Instituto de Medicina Legal, o legista Jorge Caramuru, informou ontem de manhã ao delegado Márcio Pieroni que o bebê que Ana Cristina Wommer esperava morreu de asfixia ultra-interina. O bebê morreu por falta de oxigênio, na barriga da mãe. Havia a dúvida de que o bebê tivesse nascido vivo. Familiares iriam dar o nome de Maria Eduarda à criança. O laudo de necropsia confirmou que Ana Cristina morreu de choque hipovolêmico, causado por hemorragia, mas somente exames complementares poderão confirmar o que teria provocado esse sangramento. Foram pedidos vários exames, mas que ainda não estão conclusos. A partir deles, vamos chegar a uma conclusão mais detalhada, explicou o delegado. Ana Cristina teria sido morta no domingo e o cadáver foi localizado na terça-feira de manhã, em estado de decomposição adiantada pela exposição ao sol, embora estivesse coberto com capim seco. Ela havia entrado em trabalho de parto e o bebê ficou na parte traseira, dentro do bermudão. A cena chocou tanto os peritos como os policiais que estiveram no local. O corpo, no entanto não apresentava lesões externas. A causa da morte não é indeterminada e ela não foi até aquele local e passou mal, frisou um policial. (AR)