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POLÍCIA
Quarta-feira, 18 de Março de 2009, 20h:51

TIRO NA CABEÇA

Bebê de 2 anos é morta em Cáceres

Clarice Navarro Diório,
da sucursal Cáceres
Uma menina de um ano e onze meses foi morta com um tiro na cabeça, na manhã da última terça-feira, na zona rural de Cáceres. Thaís Monise de Oliveira Martins estava na moto com seus pais, quando foi alvejada. A mãe da criança, Maria Divina de Oliveira, também foi ferida, mas não corre risco de morte. O pai, João Bosco de Campos Martins, trabalha na fazenda onde aconteceu o crime. Ele estava chegando à fazenda, por volta das 8:30 horas, quando, ao passar por um barraco que fica localizado a certa distância da casa-sede, onde mora com a família, percebeu que a porta do barraco estava aberta. Parou para ver e, ao constatar que o interior estava todo revirado, suspeitou de roubo. Decidiu levar mulher e filha para a casa de um vizinho, e comunicar o fato ao patrão. Ao subir na moto, ouviu o primeiro disparo, que pensou ser um estalo do escapamento da moto. Só ao ouvir o segundo disparo e ver a esposa cair foi que percebeu que eram tiros. Ele conseguiu arrastar a mulher para o mato, pegar a filha e sair em busca de socorro, deixando a moto na estrada e se embrenhando no mato. O delegado Alex Cuyabano, responsável pelo inquérito, afirmou que o pai andou com a criança nos braços por cerca de onze quilômetros, até perceber que a menina poderia estar morta. Mesmo assim, andou mais nove quilômetros até chegar à estrada, ser socorrido e levado para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania de Cáceres, onde chegou dezesseis horas após os disparos. Ele chegou com a criança morta nos braços. A cena chocou os policiais de plantão, que tiveram dificuldades de tirar a menina dos braços do pai. A polícia de Cáceres está mobilizada à procura do suspeito, que segundo se comenta é menor de idade, enteado de um morador da região da Serra do Mangaval, onde se localiza a fazenda, a 60 quilômetros de Cáceres. O proprietário da fazenda, Aírton Barbosa Mendes, é policial rodoviário federal. Ele disse ontem em seu depoimento que tem muita estima pela família, que trabalha com ele há seis meses. Inconformado com os fatos, ele chegou a passar mal na delegacia. O delegado afirma que há fortes indícios de que o crime tenha mesmo sido de autoria do menor, que vinha praticando furtos na região. ”Mas ainda não conseguimos entender por que ele atirou, se ninguém o viu”. Maria Divina foi liberada ontem para velar e sepultar a filha, mas em seguida voltou a ser hospitalizada.

Edição EDIÇÃO 16967




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