Crimes cometidos geralmente com envolvimento de veículos estão se estendendo a pequenos objetos. Fato ocorreu recentemente no Cristo Rei
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Como se já não bastasse as extorsões praticadas por ladrões de motocicletas e automóveis, agora surgiu uma novidade: a extorsão de qualquer objeto. Durante o assalto, a vítima já é informada do valor do resgate para reaver os pertences e também onde deve pagar o preço para ter a restituição dos objetos roubados. Uma amostra da nova modalidade de crime ocorreu anteontem à noite no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, onde policiais militares prenderam Pedro Paulo Correa Filho, o Puito, de 20 anos, que armado com um revólver calibre 38 rendeu um vendedor ambulante e roubou da vítima um celular e um relógio. Para tê-los de volta, teria que desembolsar R$ 150 e deveria procurar uma barraca de lanches e pegar os produtos roubados. Populares que estavam próximos acionaram a PM, que localizou a vítima a caminho da barraca de lanches, quando iria fazer o pagamento da extorsão. Ao procurar a proprietária, ela confirmou que havia um relógio e um celular que Puito deixou e buscaria depois. Ela confirmou que uma pessoa deveria deixar R$ 150 com ela, mas não sabia do que se tratava. Os policiais foram até a casa de Pedro Paulo onde o prenderam e localizaram um revólver que foi utilizado no assalto. O assaltante ainda tentou fugir pelos fundos, mas foi preso. Ainda pediram R$ 200, mas ficou acertado por R$ 150. Não paguei porque a polícia prendeu um dos assaltantes, relatou o vendedor. A vítima acrescentou que até pagaria o resgate uma vez que o telefone é novo e o relógio é caro. Policiais plantonistas disseram ser novidade a extorsão de pequenos objetos, pois o maior volume de extorsão é de motocicletas, na qual os bandidos exigem entre R$ 500 e R$ 1.500 para devolver o veículo. Recentemente, o dono de uma S10 teve que pagar R$ 4 mil para reavê-la.