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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 21 de Março de 2009, 13h:52

ARMAMENTO EFICAZ

Arma não-letal põe fim a um sequestro

As negociações foram demoradas, mas ao final a Polícia conteve o sequestrador do filho, imobilizando-o com uma arma que dispara choques elétricos

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O emprego do armamento não-letal denominado taser foi essencial para a Polícia conter um pintor de paredes que mantinha o próprio filho, de apenas três anos, refém por mais de cinco horas. A ação foi desenvolvida por cerca de 20 policiais da Companhia de Operações Especiais – COE e do 9 ºBatalhão, que cercaram o local e conseguiram dominar Anderson Gonçalves dos Santos, de 26 anos, por meio de uma arma que dispara choques elétricos. De acordo com informações do tenente Marion Metello, o pintor estava embriagado e apresentava sintomas de ter feito uso de drogas. Ele exigia a presença do pai, Autêmio dos Santos, para trocá-lo pelo filho. Disse que pretendia pedir perdão ao pai, para em seguida se matar. O pai do acusado, avisado da pretensão do filho, preferiu não atendê-lo temendo ser morto por ele. O pintor sequestrou o próprio filho por volta das 4 horas, após ter ingerido bebida alcoólica por um longo período em companhia da esposa. O casal estava na casa da sogra dele. Em dado momento, Anderson pegou o filho nos braços e correu para a casa da mãe, onde mora atualmente. Armado com duas facas, ele disse que só libertaria o filho com a presença do pai, que mora em outra casa. Como o pai se recusou a atender ao pedido do filho, o impasse causou a paralisação das negociações. A Polícia foi acionada e começou a negociar com o sequestrador. “Chegamos ao local e a crise estava instalada. Então, acionamos a Força Tática da COE, que estaria disponível para agir com rapidez, caso fosse necessário. Duas viaturas do Samu também ficaram de prontidão. A pedido do pintor, os policiais trouxeram o soldado Dorigão, do 10º Batalhão, que ajudou nas negociações, e sua ação foi decisiva para um final feliz. Durante as negociações, a todo momento o pintor ameaçava matar o próprio filho, para desespero dos avós que acompanhavam de perto o episódio. A esposa de Anderson também ajudava nas negociações. Ele, então, passou a exigir que ela se aproximasse, mas a esposa também temia outras consequências e falou com ele apenas pelo telefone. Enquanto isso, os policiais da COE ficavam próximos da porta observando tudo. Às 9h20min., Dorigão percebeu que Anderson se afastou do filho e fez sinal para os policiais arrombarem a porta e resgatar o menino, que em seguida foi posto numa viatura do Samu. Imobilizado pelo disparo da arma não-letal, o sequestrador foi algemado e colocado em outra viatura. Pai e filho foram levados para o pronto-socorro de Cuiabá (PSC) para ser medicados. Do pronto-socorro, o pintor foi levado para a Delegacia do Complexo do Coxipó, onde ficará preso. “Em princípio, ele (Anderson) praticou o crime de rapto e cárcere privado” conforme explicou o tenente Marcelo Moraes.

Edição EDIÇÃO 16967




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