Adiado novamente o júri de Douglas Bazanini em Cuiabá
A Justiça teve de adiar novamente o julgamento de Douglas Bazanini de Souza, acusado de participar do assassinato do menor Adriano Barbosa de Lima, há 11 anos, no caso Tijucal. Essa é a segunda vez que o Tribunal do Júri não é realizado por conta de uma manobra da defesa. Matematicamente é uma estratégia, avaliou o promotor Flávio Fachone. A audiência não pôde ser efetivada porque o atual advogado de Bazanini, Waldir Caldas Rodrigues, conseguiu um parecer favorável da juíza Mônica Catarina Perri para que a data fosse transferida para o dia 19. Isso para que ele pudesse se inteirar sobre o processo, já que foi nomeado para defender o réu apenas um dia antes do julgamento por indicação do antigo defensor do acusado, Zoroastro Teixeira. Como não estava presente no local nenhum representante da Defensoria Pública, o Tribunal do Júri teve de ser suspenso. A situação foi a mesma do dia 1° de junho, quando Zoroastro não compareceu ao julgamento. Na época ele admitiu que faria o possível para adiar a etapa que conclui o processo judicial. Isso porque ele tentaria evitar que o cliente fosse submetido ao júri popular. Essa lentidão atrapalha os julgamentos. Tantas pessoas deixam de fazer outras coisas, vêm aqui e nada, voltam para casa. Só convocadas para o júri, são vinte e uma, apontou Fachone. Há ainda os transtornos com o deslocamento do réu da unidade prisional até o Fórum da Capital, onde é realizado o júri popular.