POLÍCIA
Quarta-feira, 04 de Maio de 2011, 21h:28
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ACERTO DE CONTAS
Acusado de crime é assassinado em VG
O jovem Warlen Adão Márcio da Silva, de 18 anos, foi executado com três tiros que atingiram tórax e perna. O crime ocorreu ontem, por volta das 11 horas, na rua Maria do Carmo Assis, no Jardim Maringá I, Cristo Rei, quando caminhava com a companheira. Testemunhas disseram que os criminosos chegaram em uma motocicleta Honda preta com dois ocupantes. O que estava na garupa atirou três vezes acertando todas. Warlen morreu no local. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime seria um acerto de contas, pois o jovem teria vários inimigos no bairro. Acompanhado da sua convivente, ele voltava para casa quando foi cercado pelos criminosos. Segundo o relato de moradores, o jovem era considerado problemático, pois era suspeito de prática de furtos e também de roubos ocorridos no bairro. Os policiais não souberam informar se Warlen tinha antecedente. O delegado Fausto Freitas colocou uma equipe para trabalhar no caso. Ele deverá ouvir a testemunha nos próximos dias para obter mais detalhes sobre a vítima. Trata-se de um acerto de contas, mas precisamos saber quantas pessoas estavam interessadas em executá-lo, observou um policial que participa das investigações. Warlen esteve detido em janeiro deste ano, acusado de participar do assassinato do sargento PM Antonio Roque de Lima, de 48, executado com cinco tiros no dia 22 daquele mês, no mesmo bairro. Na ocasião, ele foi acusado pela Polícia Militar de ter cometido um crime de mando. As investigações feitas pela Polícia Militar apontam que o jovem acabou confessando ter matado o sargento a mando de um traficante conhecido como Silvinho do Jardim Maringá I, cobrando o valor de R$ 3 mil. As informações dão conta de que o motivo do homicídio seria uma dívida entre o sargento e o traficante. O jovem teria dito aos policiais que, após o crime, jogou a arma no rio. Além de Warlen, os policiais, na época detiveram também mais dois rapazes. Ontem de manhã, os familiares de Warlen rebateram as acusações ao garantir que o rapaz foi acusado, na época, de forma injusta, pois não havia cometido assassinato algum. (AR)